Finanças Pessoais em Tempos de Crise


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Este é um conteúdo completo sobre como gerenciar suas Finanças Pessoais em Tempos de Crise. Por ser um artigo mais longo, recomendo fazer o download para poder ler mais tarde. É Gratuito! 

Sumário

Introdução

Do que vamos falar?

A finalidade principal deste e-book é ajudar você a gerenciar suas finanças pessoais em momentos de crise.

No momento em que escrevo essas palavras, o mundo passa por uma das maiores crises da humanidade: a guerra contra o invisível Covid-19.

Uma crise que começou mais como uma preocupação para a nossa saúde, provocou a morte de centenas de milhares em todo o mundo e, para piorar, tornou-se uma crise social, econômica e política.

Como educador financeiro, me senti na obrigação em mostrar para você e para tantos outros que decidem seguir meu conteúdo a cada dia, que a crise econômica provocada pelo coronavírus é real e poderá se estender por alguns anos a frente, mesmo depois de solucionado o problema de saúde.

Independente se você e sua família teve ou tenha contato com o vírus ou não, a crise vai te afetar. Possivelmente, já afetou.

Nas linhas a seguir pretendo te mostrar como enfrentar a situação atual, bem como se preparar para outras crises que poderão aparecer ao longo da sua vida.

Primeiro, quero te mostrar como estruturar suas finanças pessoais por meio da Estrutura GPIM de Educação Financeira, de minha autoria.

Em seguida, você vai aprender a utilizar essa estrutura para enfrentar a crise do coronavírus ou qualquer outra, fazendo apenas alguns ajustes para esses períodos, até a volta à normalidade.

Vivemos em Crise

Não estamos em crise. Nós vivemos em crise. O atual momento, marcado pelo situação dramática provocada pelo novo coronavírus é um exemplo disso. Apesar da sua força, tenho convicção de que ela será superada em breve. Porém, tenho a mesma convicção de que essa não será a última crise que enfrentaremos nos próximos anos.

Por favor, não pense que estou aqui para trazer más notícias. Não é esse meu objetivo, de forma alguma. Mas preciso alertá-lo que vivenciar e gerenciar crises vai ser uma constante em nossas vidas. E a finalidade desse alerta é te incentivar a estar preparado não só para o que estamos enfrentando agora, mas também para as crises futuras.

Se você é familiarizado com o mundo acadêmico ou de negócios, provavelmente já ouviu falar no termo VUCA*. Esse acrônimo da língua inglesa, originado no exército dos EUA no final do século passado, designava o teatro de operações durante a Guerra Fria. Traduzido do inglês, o termo significa volátil, incerto, complexo e ambíguo. 

*VUCA = Volatile, Uncertain, Complex, Ambiguos

No século XXI, com o crescimento da internet e a globalização, o termo ganhou força, caracterizando a atual sociedade na qual vivemos. Volátil, pois tudo é passageiro, tudo é transformado rapidamente. Incerto, pois tudo é relativo, ou seja, cada um tem uma impressão diferente das coisas. Complexo, pois todas as coisas e pessoas são interdependentes e relacionadas. E ambíguo, pois a minha verdade é diferente da verdade do outro, uma vez que vivemos em realidades diferentes e temos pensamentos diferentes.

E o que esse tal de mundo VUCA tem a ver com o meu dinheiro? – você deve estar se perguntando.

Calma, eu te respondo.

Acontece que esse mundo VUCA é um local perfeito para o desenvolvimento de crises mundiais constantes. E não importa mais onde você vive, sua profissão ou se você é um grande empresário ou se vende picolé na rua. Você será afetado!

“E não importa mais onde você vive, sua profissão ou se você é um grande empresário ou se vende picolé na rua. Você será afetado!”

Mesmo que você seja um pouco desligado, certamente deve ter visto nos noticiários como uma crise política, econômica ou até de saúde, ocorrida do outro lado do mundo, afetam as bolsas do mundo todo, inclusive a brasileira. Se você não tem investimentos em ações, provavelmente não se importa muito, não é verdade?

Mas cuidado. Na bolsa brasileira existem muitos investidores estrangeiros. Em situações de crise, esses investidores retiram seus dólares do Brasil, trocando por investimentos mais seguros. Isso faz com que o dólar fique mais caro, prejudicando as empresas brasileiras. Com um custo maior de produção devido à alta do dólar, é preciso cortar custos de outras formas para compensar. E uma forma de cortar custos é demitir funcionários. Um funcionário demitido, pode não querer se dar ao luxo de comprar picolé para si e para a família, e o vendedor de picolé perde clientes.

Esse é um exemplo simples, e pode até parecer meio fantasioso, mas não é. Por isso, qualquer pessoa pode ser afetada por qualquer crise, independente do lugar do mundo que ocorra. Ninguém está livre.

Se você der uma olhadinha para atrás, vai se lembrar de algumas crises que vivenciamos. Em 2008 tivemos uma grande crise provocada pela bolha imobiliária nos EUA. Em 2014, iniciou-se a crise econômica provocada pela crise política interna. Em 2019, tivemos uma “pequena” crise relacionada à compra de carnes brasileiras pelos chineses, provocando o aumento repentino do produto no Brasil.

Agora, começamos 2020 com a crise do coronavírus. Na verdade, uma “supercrise”. A pandemia começou como uma crise de saúde provocando uma superlotação de hospitais na China, acompanhada pela Europa e agora nas Américas. Mas em pouco tempo, com o isolamento social, tornou-se um problema político, social e econômico, não só no país, mas no mundo.

Assim, espero ter te ajudado a entender que essa crise não é pontual, mas algo que você deve estar preparado continuamente.

Por isso, nesse material quero te mostrar como se preparar financeiramente para enfrentar não só a crise do coronavírus, mas todas as crises que virão pela frente. Quanto mais preparado você estiver, menos preocupado vai ficar!

Finanças Pessoais: uma abordagem diferente

Para finalizar a introdução e partirmos para o que realmente interessa, preciso te colocar a par de mais uma informação importante.

Minha forma de abordar a Educação Financeira e ensinar sobre Finanças Pessoais é um pouco diferente do que você já deve ter visto até agora.

Isso porque, atualmente, quando falamos em educação financeira no Brasil, a maioria das pessoas pensam em investimentos. Como investir? O que é Tesouro Direto? Para que serve Taxa Selic? Eu devo começar a comprar ações? Como me cadastrar em uma corretora? Essas são as principais perguntas relacionadas a Educação Financeira no Brasil, cuja temática principal é o investimento.

Mas também existem aqueles educadores que vão te ensinar a economizar. Corte o cafezinho! Economize luz, água, gás! Não compre roupas! Não gaste!

Bom, tanto investir quanto poupar fazem parte das finanças pessoais e também vou te ensinar a fazer isso da forma correta, sem exageros. Mas existe um passo anterior e muito mais importante que ninguém falou ou ensinou para você.

Estou falando que a primeira coisa que você deve fazer para o bem das suas finanças pessoais é aprender a ganhar dinheiro. Óbvio!

Mas apesar de ser óbvio, por que ninguém fala disso? Na verdade, milhares de marqueteiros falam disso em milhões de artigos na internet. Mas educadores financeiros, são poucos, principalmente no Brasil.

Ao criar a Estrutura GPIM de Educação Financeira, que vou te apresentar logo em seguida, me inspirei em diversos autores renomados. Mas, para ensinar você sobre a importância de aprender a ganhar dinheiro dentro da Educação Financeira, me inspirei no quadrante Cashflow de Robert Kiyosaki, autor da série Pai Rico, Pai Pobre e nos ensinamentos de Ramit Sethi, autor de “I Will Teach You To Be Reach”.

Os dois autores ensinam como poupar e investir. Mas também se preocupam em ensinar sobre a importância de ganhar dinheiro de forma adequada.

Se você acha que não precisa aprender a ganhar dinheiro, quero que saiba o seguinte:

Segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em dados de abril de 2020, o salário mínimo necessário para uma família de 4 pessoas é de R$ 4.673,06.  Arredondando, chegamos ao valor de cerca de R$ 1.200,00 por pessoa.

Infelizmente, a maioria das pessoas não recebe esse valor de R$ 1.200 por pessoa. Isso, porque a maioria delas não foi ensinada a ganhar dinheiro. Nossa educação escolar nos ensina a ser empregados, e Robert Kiyosaki fala muito sobre isso.

“Existe limite para poupar dinheiro, mas não existe limite para ganhar dinheiro!”

Assim, minha abordagem visa não só ensinar a poupar e investir, mas tenho um grande foco em ensinar as pessoas a ganhar dinheiro pois, somente ganhando uma quantidade razoável, poderão então poupar para então investir em seus sonhos.

Por fim, outras abordagens diferenciadas que sigo são as seguintes:

  • Falo de educação financeira sem baixar o nível da conversa. Somos pessoas educadas trocando alguma ideias. Não quero forçar amizade sendo o engraçadinho desbocado. Me poupe, nos poupe!
  • Ensino educação financeira para você não se endividar. Acho um absurdo fazer você se endividar por um curso de educação financeira de quase 5 mil reais (com pagamento “facilitado” em 12 parcelas com juros),como vejo por aí. Por isso todo o meu conteúdo é gratuito. Sei que você tem Inteligência Financeira suficiente para entender isso!
  • Não vou forçar a barra para ser seu parente. Não quero ser seu pai, filho, tio ou primo rico. Espero sermos amigos! Acredito que há amigos mais chegados que irmãos. E se tudo der certo, sejamos, todos, amigos ricos.

Bom, essas foram minhas palavras iniciais. Desculpas, sei que foi muita coisa, mas quero entregar o melhor conteúdo que puder para você. Vamos agora começar a gerenciar nossas Finanças Pessoais em Tempos de Crise!

Estrutura GPIM de Educação Financeira

O que é uma Estrutura Financeira

Antes de dar o passo a passo para gerenciar as finanças em tempos de crise, preciso que você saiba que é preciso estruturar seu gerenciamento financeiro.

Até agora, se você buscou algum tipo de educação financeira, você deve ter se deparado com métodos. Os métodos são ótimos para resolver problemas de forma simples e rápida.

Mas depois que você resolve aquele problema específico, você não precisa mais do método. E, possivelmente, você terá o mesmo problema novamente. Utilizará o método de novo e de novo, em um loop infinito de problemas e soluções.

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Finanças Pessoais em Tempos de Crise

Esse é uma dos motivos por que as pessoas têm problemas financeiros recorrentes. Se endividam no cartão de crédito, usam métodos de economia, equilibram as contas. Mas depois se endividam novamente. O mesmo acontece com o financiamento do carro. Se esforçam para pagar, reduzem os gastos, utilizam o método para pagar duas parcelas de uma vez e reduzir os juros. Quando terminam, trocam de carro e fazem um novo financiamento. Ou seja, é uma bola de neve.

Eu falo com muita propriedade sobre esses problemas, pois já passei por eles, antes de aprender sobre educação financeira. Nessas situações, normalmente me sentia culpado, pela incapacidade de manter as finanças equilibradas e sempre voltar para a mesma situação.

Se você também passa por essa situação de altos e baixos financeiros, quero te dizer que não deve se sentir culpado. Nossa sociedade, principalmente no Brasil, não somos educados financeiramente, nem na escola, nem na faculdade, nem em lugar algum. Talvez, em casa, você tenha recebido algum tipo de educação financeira, mas de forma empírica, em 99% dos casos.

Em um determinado momento da nossa vida nos vemos trabalhando e ganhando algum dinheiro. E o que fazer com ele? Acabamos fazendo o que todo mundo faz: pagando as contas mais importantes, parcelando o resto, e seguir vivendo.

Lembro o que fiz com meu primeiro salário: comprei uma blusa da Fila e parcelei em três vezes. Só quando vi a fatura do cartão percebi que, para piorar, o parcelamento cobrou juros. Ali começou a minha educação financeira, com a vida me ensinando de forma dura.

Ou seja, o mais provável é que cometamos muitos erros antes de aprender alguma coisa. E esses erros custam muito dinheiro.

Eu somente consegui sair do loop infinito do problema x método x solução x problema depois de estruturar minhas finanças pessoais.

Essa estruturação começou quando entendi que as finanças pessoais não têm nada a ver com matemática, mas com comportamento humano. A matemática que você vai usar para gerenciar suas finanças é muito básica, e você poderá usar sua calculadora para a maioria dos cálculos. Quero dizer que nossa vida financeira não é definida pelos números, se fosse assim, acredite, estaríamos todos ricos.

O problema das finanças pessoais é o nosso comportamento, nossos hábitos de consumo, nosso medo de investir, nosso medo de empreender. Por isso, nossas finanças devem ser estruturadas, o que é bem diferente de utilizar métodos.

Veja a diferença Aureliana entre os termos estrutura e método:

Método: procedimento, técnica ou meio de fazer alguma coisa;

Estrutura: aquilo que dá sustentação a alguma coisa; armação, arcabouço.”

Enquanto um método é um processo, ou seja, a forma de fazer algo, a estrutura é a sustentação daquilo que foi feito. O método cria, de forma sistematizada, alguma coisa. A estrutura mantém de pé aquilo que foi criado.

Assim, ao criar sua Estrutura Financeira, você será capaz de utilizar os métodos para resolver problemas, mas manterá essa solução permanente, pois estará apoiada em sua estrutura. Se você reduz os gastos do cartão de crédito, sua estrutura não permitirá que você se endivide novamente. Se você paga o financiamento do carro, com sua estrutura de pé, você comprará seu próximo carro sem financiamento.

Como a educação financeira tem mais relacionamento com o seu comportamento do que com os cálculos matemáticos, quando falo em Estrutura Financeira, falo em uma estrutura mental. Trata-se de um novo caminho cerebral para o gerenciamento de suas finanças pessoais.

Muita calma nessa hora! Não estamos falando em poder da mente, física quântica, ou lei da atração.

Estou falando de comportamento, hábitos e neurociência. Os estudos da neurociência descobriram que para cada solução, tomada de decisão, ou ação que realizamos é criada uma estrutura neurológica física dentro do nosso cérebro. Essa estrutura física, é uma combinação de neurônios que, interconectados, produzem aquela solução. A próxima vez que o for necessário repetir aquela ação, a tendência do nosso cérebro é repetir a sequência neurológica que já foi criada. A repetição por mais vezes cria o hábito.

Um grande exemplo que confirma o parágrafo anterior é a ação de dirigir um carro. Enquanto a estrutura neurológica não é criada, temos dificuldade em fazer as coisas mais simples. Andamos devagar, pensamos antes de passar qualquer marcha, esquecemos de dar seta. Depois de criada a estrutura neurológica, fazemos tudo com mais fluidez. O mesmo acontece quando você dirige pela primeira vez um carro automático e a perna esquerda sempre procura pela embreagem. É um hábito difícil de mudar, não é mesmo?

O mesmo acontece com nossas decisões financeiras. Se estamos acostumados a gastar, temos dificuldade em reduzir o consumo. Também é um hábito difícil de mudar. Para mudar, é preciso criar uma nova estrutura neurológica. É preciso criar uma Estrutura Financeira.

Dentro dessa lógica, criei a Estrutura GPIM de Educação Financeira. Quando você cria essa estrutura na sua mente, você terá novos caminhos neurológicos para resolver os problemas financeiros da forma mais apropriada, sem retornar aos mesmos erros. Você até poderá aplicar alguns métodos, para resolver um problema específico, mas eles estarão apoiados na estrutura mental que você criou.

Assim, podemos dizer que a Estrutura GPIM de Educação Financeira é a sustentação teórica, psicológica e mental para aplicação dos métodos.

E o que isso tem a ver com a crise?

Como conversamos, toda decisão que você toma está baseada em uma estrutura neurológica. E para resolver problemas, você precisa tomar decisões. A crise é um grande problema, na qual você precisará tomar decisões, com base na estrutura neurológica que você tem. Para ter boas soluções, você precisa de uma boa estrutura. E é por isso que estou te mostrando a Estrutura GPIM primeiro.

A Estrutura GPIM é baseada em 3 pilares e 1 alicerce:

Os 3 pilares da Educação Financeira:

•        Ganhar Dinheiro

•        Poupar Dinheiro

•        Investir Dinheiro

O Alicerce da Educação Financeira:

•        Mentalidade Financeira

Ganhar Dinheiro, Poupar Dinheiro, Investir Dinheiro e Mentalidade Financeira (GPIM) são, portanto, os 4 conceitos que formam a Estrutura Financeira da vida de qualquer pessoa. Com a Estrutura GPIM de Educação Financeira, você vai aprender que:

Primeiro é preciso Ganhar dinheiro (G). Quanto mais melhor. Irá aprender a olhar de onde vem o seu dinheiro, não só para onde vai. Vai aprender o conceito de diversificação das fontes de renda. Você vai aprender que o primeiro pilar define todos os outros e que não há limites para ganhar dinheiro.

Segundo é preciso Poupar dinheiro (P). Ou seja, é preciso gastar menos do que ganha. Vai aprender que é preciso adequar o seu padrão de vida de maneira que você separe um dinheiro para a aposentadoria (10%), outro para seus sonhos (10%), pague os seus custos fixos (60%) e tenha dinheiro para gastos livres de culpa (20%). Essa é a regra 10-10-60-20 (DDSV)

Terceiro é preciso Investir dinheiro (I). Investir o dinheiro que você separou para sua aposentadoria e seus sonhos. Nada de deixar dinheiro debaixo do colchão, nem na poupança, ou a traça (também conhecida como inflação) come. Aqui você vai aprender a emprestar seu dinheiro para os bancos, empresas e o governo, e receber juros por isso. Também vai aprender a importância de montar uma carteira de investimentos e ação do tempo sobre seus rendimentos, bem como fazer proteções sobre o seu patrimônio.

Esses são os 3 pilares da Educação Financeira. Com a estrutura GPIM, você vai aprender que não basta focar em apenas um pilar. Além disso, vai aprender que é um erro começar com o 2º ou 3º pilar. Comece analisando o 1º pilar, entendendo como você ganha dinheiro, se há oportunidades para ganhar mais e o que você tem que fazer para isso acontecer. Em seguida, estude como poupar dinheiro e adequar seu padrão de vida na regra 10-10-60-20. Só depois comece a aprender e praticar o 3º pilar, investir dinheiro.

Para formar a estrutura, os 3 pilares deverão estar de pé e fincados em um alicerce que chamo de Mentalidade Financeira. Para cada pilar, você deverá aprender coisas novas, novos hábitos e pensamentos. Você precisará desenvolver uma mentalidade para ganhar dinheiro, outra para poupar e outra para investir. Sem essa base, esse alicerce, os pilares não ficam de pé e a estrutura desmorona.

Ou seja, a Estrutura GPIM de Educação Financeira serve para você ter uma visão completa dos conceitos que compõem suas finanças pessoais. Vai muito além do que os diversos métodos que encontramos pela internet, seja dos mais renomados gurus ou de youtubers curiosos. Aliás, todos os métodos que eles ensinam podem ser facilmente encaixados dentro da estrutura GPIM.

Primeiro Pilar - Ganhar Dinheiro

Para ganhar dinheiro de forma saudável, sustentável e consistente, existem três passos:

  1. Definir seu propósito de vida
  2. Adquirir conhecimento
  3. Executar o trabalho

Veja a seguir o detalhamento de cada um desses passos.

Definir seu Propósito de Vida

Podemos dizer que propósito é um motivo pessoal que dá sentido à sua vida. É um sentimento intrínseco, ou seja, não depende do meio externo para incentivar o indivíduo a fazer algo. O propósito de uma pessoa não tem o fim em si mesma, mas tem o objetivo de impactar o meio em que vive em um determinado tema, no intuito de transformar uma realidade e deixar um legado.

Além de trazer sentido para a vida pessoal, o propósito influencia as decisões e o comportamento do indivíduo, relacionando-se ainda com seus valores e crenças.

As pesquisas mais recentes mostram que as pessoas que têm um propósito definido têm mais sucesso nos negócios. Isso porque essas pessoas aprenderam a monetizar seus propósitos, ou seja, trabalhar diretamente com o seu propósito, ganhado dinheiro para isso.

“Quem gosta do que faz está sempre de férias”. Essa máxima muitas vezes é usada com uma certa ironia e brincadeira dentro do ambiente de trabalho. Mas para quem trabalha com propósito, é uma frase verdadeira.

Como exemplo, imagine uma pessoa que tem como seu propósito salvar vidas. Essa pessoa pode trabalhar com seu propósito se for um médico, ou um bombeiro. Provavelmente essa pessoa terá muito sucesso no seu trabalho, e se saíra muito melhor do que um médico ou um bombeiro que trabalha somente pelo dinheiro ou pela segurança de um concurso público.

Outra consequência para uma pessoa que trabalha com seu propósito é que ela será muito mais feliz. Não sentirá tanto as pressões do trabalho, reduzindo os sintomas de estresse e Burnout. Não são poucas as pessoas em que os problemas do trabalho afetam sua saúde, trazendo consequências não só para o indivíduo como também para sua família.

E é fato que as pessoas que trabalham mais felizes ganham mais dinheiro. Por isso, o primeiro passo para ganhar dinheiro é definir seu propósito de vida. Saber para onde quer ir é o primeiro passo para uma caminhada de sucesso.

Não queremos que você ganhe dinheiro e perca sua saúde ou sua vida. É preciso alinhar as duas coisas. Ou seja, dinheiro não traz felicidade. A felicidade é que traz dinheiro.

“Dinheiro não traz felicidade. A felicidade é que traz dinheiro.”

Para definir seu propósito é necessário autoconhecimento. E uma das coisas que você precisa conhecer bem é de onde vem o seu dinheiro. Veja a seguir 3 dicas para trabalhar com seu propósito.

Identificar suas Receitas (De onde vem o meu dinheiro?)

Antes de iniciar sua caminhada financeira junto com seu propósito, é necessário entender sua situação atual.

Primeiro, é preciso identificar de onde estão vindo suas receitas. Quantas fontes de renda você tem? Quais são elas? Ou seja, você precisa se perguntar: de onde vem o meu dinheiro?

Em segundo, verifique se alguma fonte de renda já está relacionada ao seu propósito de vida. Se não, fique tranquilo. Nesse caso, considere que a sua fonte de renda atual será a ponte para te levar ao seu propósito. Planeje, de forma responsável, uma transição de carreira em que o resultado final seja você ter como sua fonte de renda principal o trabalho com seu propósito.

Terceiro, se você tem apenas um fonte de renda, busque alternativas para diversificar suas fontes de renda. A maioria das pessoas tem apenas uma fonte de renda. Outras possuem uma fonte de renda principal, como o trabalho, e outras fontes complementares, como o aluguel. Quanto mais fontes de renda, melhor.

Aqui há um ponto importante, preste muita atenção! Poucos são os educadores financeiros que tocam no assunto da diversificação de fontes de receitas. Mas o fato é que a diversificação das fontes de receita é uma das melhores proteções que você terá no caso de interrupção de alguma receita. Considero ser tão importante quanto a Reserva Financeira.

Assim como a diversificação na carteira de investimentos, caso alguma receita diminua ou seja interrompida, você ainda poderá contar com as demais receitas. Dessa forma, o impacto na sua Reserva Financeira será bem menor, ou até nula, dependendo do caso.

“Se você tem várias galinhas, sempre colocará ovos na cesta, mesmo que uma delas não bote o ovo.”

Monetizar seu propósito

Se você tem um propósito e ainda não ganha dinheiro com ele, então você precisa aprender a monetizá-lo. Existem várias formas de ganhar dinheiro com seu propósito, e a forma como vai fazer isso vai depender das suas competências e do tipo de propósito que você decidiu viver.

Atualmente, uma das formas mais usadas para ganhar dinheiro enquanto vive seu propósito é por meio do Marketing Digital. É o caso de blogueiros, youtubers e influenciadores.

“Fórmula da felicidade: descubra aquilo que gosta de fazer e encontre quem te remunere por isso.”

O conhecimento do Marketing Digital permite que essas pessoas transmitam sua mensagem há uma grande quantidade de pessoas, ao mesmo tempo que amplia as possibilidades de monetização. Como também permite criar várias formas de monetizar um mesmo conteúdo, também é ideal para diversificar suas fontes de renda.

Mas a decisão da forma de monetizar seu propósito é sua. Pense bem e tome a decisão que faça mais sentido para você

Construir Renda Passiva

Outra coisa que você deve considerar enquanto pensa no seu propósito, é construir fontes de Renda Passiva.

Renda Passiva significa estar em condições de ter receitas mesmo sem estar presente, por ter construído um sistema que funciona no automático.

Um bom exemplo de uma Renda Passiva com propósito é escrever um livro. Um autor tem um grande dispêndio de energia e trabalho enquanto escreve a obra, mas depois que ela é lançada e atinge um certo nível de visibilidade e sucesso, as vendas dos livros ocorrem no automático. As vendas ocorrem mesmo que o autor esteja de férias, ou já esteja escrevendo um novo livro e criando uma nova fonte de renda. Alguns autores de sucesso vendem livros mesmo depois de falecidos, e a renda permanece para os herdeiros.

Voltando ao Marketing Digital, você também pode construir renda passiva por meio dele, seja escrevendo e-books como este, ou fazendo vídeos para o YouTube. Qualquer conteúdo que você crie na internet pode ser monetizado e transformado em Renda Passiva.

Adquirir Conhecimento

Vivemos na Sociedade do Conhecimento, em que a principal riqueza não é mais a terra do período colonial nem os meios de produção da Era Industrial, mas o conhecimento é o maior valor na Era da Informação.

Após definir seu propósito de vida é necessário estudar sobre os temas relacionados, para então poder trabalhar com ele e entender como é possível monetizá-lo. Por exemplo, Uma pessoa que tem como propósito salvar vidas, terá que estudar muito para ser um médico ou um bombeiro.

Quanto mais estudar, maiores serão as oportunidades de gerar conhecimento e maiores serão as oportunidades de ganhar dinheiro. Mas é um investimento que vale a pena, e será menos penoso, à medida que mais alinhado estiver com seu propósito.

Outro ponto é que a aquisição de conhecimento não deve se limitar a um período apenas, mas deve ser contínuo. O mundo está em constante mudança e parar de estudar significa não estar preparado para o futuro.

Executar o Trabalho

O terceiro passo para ganhar dinheiro é colocar a mão na massa, literalmente. Não há atalhos para o sucesso. A pessoa que, conforme o exemplo, teve como propósito salvar vidas, se formou como médico ou bombeiro, agora deve começar a executar seu propósito salvando vidas em um hospital ou no meio de um incêndio.

A partir de então você começará a ganhar dinheiro, trabalhando com o que gosta, favorecendo sua saúde física e mental.

Segundo Pilar - Poupar Dinheiro

A seguir apresentarei o três passos que você deve executar para poupar dinheiro sempre:

  1. Preparar para a aposentadoria
  2. Definir Sonhos
  3. Elaborar o Orçamento

Veja a seguir o detalhamento de cada um desses passos.

Preparar para a Aposentadoria

A aposentadoria não é só um sonho, mas uma necessidade real. Por isso ela está separada dos sonhos, que é o próximo tópico.

Primeiro é preciso entender que a velhice é um fato para todos nós, a menos que você morra, e com certeza você não quer isso. O normal é você envelhecer primeiro.

E esse é um momento delicado, pois todos nós teremos a saúde e a vitalidade enfraquecidas. E isso traz novas necessidades financeiras, tendo em vista a utilização de remédios e maiores consultas ao médico. E você não poderá contar com a mesma força da juventude para trabalhar para cobrir esses gastos.

Outro fato importante, é que estamos vivendo mais. A expectativa de vida no Brasil e no mundo tem aumentado continuamente. Isso quer dizer que quanto mais novo você for, maiores as chances de você viver mais.

Levando em conta esses dois fatos (os cuidados com a saúde e o aumento na expectativa de vida), concluímos que você terá um longo período de aposentadoria, com novas necessidades financeiras e com menos vitalidade para o trabalho.

Por isso, você deve se começar a se preparar o mais cedo possível, separando uma parte dos gastos da juventude para ser usada na velhice. Essa deve ser a sua primeira retirada.

Mas o que acontece é que olhamos primeiro para os nossos gastos e pensamos: Se der eu guardo alguma coisa. Um outro pensamento muito comum é: “e se eu morrer amanhã?”, na tentativa de justificar um gasto além do planejado.

A resposta típica para essa pergunta é outra pergunta: “e se você não morrer amanhã?”. Você terá dinheiro suficiente para se sustentar na sua velhice?

Nos dias atuais, temos visto que não podemos confiar no governo para assegurar a nossa velhice. Assim, confiar no INSS ou algum Regime Próprio da Previdência de qualquer carreira pública, é extremamente perigoso. Como dissemos, vivemos em um mundo VUCA, e tudo muda muito rapidamente. Não confie que terá direito adquirido no futuro.

Faça você mesmo a sua previdência!

Definir Sonhos

Como Educador Financeiro, aprendi que não vivemos somente para trabalhar e pagar boletos e contas. Claro que essas coisas são importantes, mas devemos usar parte do dinheiro que ganhamos para realizar nossos sonhos.

Definir sonhos é essencial para se ter sucesso no planejamento financeiro. São os sonhos que irão você manter a linha e ter disciplina para executar seu planejamento. Muitas serão as tentações que você irá enfrentar no meio do caminho, e saber de forma bem definida quais são os seus sonhos e de sua família será o maior incentivo para não cair em armadilhas.

Sonho é diferente de propósito. Enquanto o propósito objetiva a sociedade, o sonho tem objetivo satisfazer um desejo pessoal. Outra diferença é que propósito não tem fim, não tem um ponto final, ou seja, ele é contínuo ao longo do tempo. Já o sonho é algo a ser realizado ou conquistado.

Propósito é motivação para ganhar dinheiro. Quanto maior o propósito, mais dinheiro você ganha.

Sonho é motivação para poupar dinheiro. Quanto maior o seu sonho, mais você poupa.”

Conforme o exemplo do médico ou do bombeiro, salvar vidas é um propósito. É algo para a sociedade e não tem um final programado. Um médico tem um propósito de salvar vidas. Mas ele tem seus sonhos pessoais, como comprar um carro, fazer uma viagem ou um curso de especialização. Ao realizar esses sonhos, está feito, acabou. E quando o sonho acaba, é hora de definir outros sonhos.

Por isso, entendemos que o propósito deve estar no pilar de ganhar dinheiro, e não os sonhos. Os sonhos nos motivam a poupar dinheiro, ou seja, o segundo pilar. É uma diferença sutil, mas muito importante.

Para definir um sonho, é necessário saber quanto ele custa e em quanto tempo será possível realizá-lo. A partir desses dois dados pode-se transformar cada sonho em um projeto. E então, dividindo o valor do projeto (sonho) pelo tempo, é possível determinar qual o valor será necessário separar no orçamento para realizá-lo.

É importante que você tenha projetos de curto, médio e longo prazo. Também é importante ter pelo menos um projeto para cada um desses prazos em seu orçamento. Desta forma você consegue equilibrar sua vida com realizações constantes, sem perder de vista os projetos de longo prazo. Considere 1 ano para o curto prazo, até 10 anos para o médio prazo e acima de 10 anos para o longo prazo.

Se você não mora sozinho e compartilha as despesas do lar com mais pessoas, saiba que é muito importante incluir a família na definição dos sonhos. Estabelecer os sonhos em família traz motivação para todos, e todos cooperam para diminuir as despesas em prol dos sonhos.

A poupança para a realização de sonhos deve vir logo após a aposentadoria e antes das despesas no orçamento. Como disse no início, não é saudável viver para pagar contas. Ter realizações e conquistas é imprescindível para sua saúde emocional e mental.

Ao tomar conhecimento da Estrutura GPIM de Educação Financeira, é possível que você se encontre com dívidas em andamento. E se libertar de dívidas também é um sonho. Se esse é o seu caso, inclua as dívidas de financiamento imobiliário, carro e empréstimos na lista de seus sonhos. De acordo com a quantidade de parcelas a vencer, classifique-as em sonhos de curto, médio e longo prazos.

Doações, dízimos e ofertas também podem fazer parte dos seus sonhos e podem/devem ser colocadas como sonho número 1, ou separadas antes (o líquido do líquido).

O líquido do líquido é um método que utilizo para fazer meu orçamento e que tenho recomendado para pessoas que doam de forma altruísta para diversas causas. Vamos dizer que seu salário líquido é 10 mil reais. Se você doa 1 mil reais por mês, o líquido do líquido seria 9 mil reais. As demais separações, como a regra DDSV que falarei logo abaixo será calculada em cima dos 9 mil restantes, e não sobre os 10 mil iniciais.

Este tipo de cálculo não é obrigatório, mas, como disse, é recomendado para pessoas cuja Inteligência Financeira Espiritual tenha grande influência sobre a vida da pessoa. Falarei mais sobre esse tópico quando tocar no tema do alicerce da estrutura.

Elaborar o Orçamento

Uma grande dificuldade para a maioria das pessoas quando se fala em controle financeiro é a elaboração do orçamento doméstico.

Muitas pessoas têm dificuldades com planilhas, outras acham chato. E isso é uma verdade.

No entanto você precisa saber que a elaboração de orçamento doméstico (ou pessoal ou familiar) é de suma importância para o gerenciamento das suas finanças. Assim, posso elencar algumas serventias do orçamento:

Identificar a situação atual (para onde vai meu dinheiro?):

Ao elaborar o orçamento, é possível saber onde você gasta mais e quanto, separando por categorias e outras classificações importantes. Assim você terá uma visão ampla e completa da sua vida financeira, para poder começar a mudar.

Adequar padrão de vida

Para adequar seu padrão de vida de maneira que você consiga investir na aposentadoria, realizar sonhos de curto, médio e longo prazos, pagar seus custos mensais e ainda ter dinheiro para pequenas extravagâncias, eu recomendo a Regra DDSV (Dez, Dez, Sessenta, Vinte).

A Regra DDSV estabelece a seguinte divisão da renda mensal:

  • 10% aplicada na aposentadoria;
  • 10% aplicada na realização de sonhos (projetos);
  • 60% nos custos de padrão de vida;
  • 20% para gastos livres de culpa.

Considerando a regra 10-10-60-20 (DDSV) você terá condições de verificar onde poderá reduzir seus gastos para se adaptar a regra. Assim você terá a tranquilidade de estar investindo em sua aposentadoria (10%), seus sonhos (10%), pagando suas contas fixas (60%) e tendo dinheiro para se divertir, livre de culpa (20%).

Imagine poder gastar 20% do seu salário livre de culpa! Depois que você guardou para a aposentadoria, seus sonhos e pagou seus gastos principais para sobreviver, você ainda tem dinheiro para curtir um pouco a vida, ir ao happy hour, gastar por sua conta. Como eu disse antes, você deve manter a sua moral elevada, sua mente saudável, para não se endividar, e essa é a função do gasto livre de culpa. Só não vale gastar mais que os 20% por mês. Por isso, gerencie bem seu orçamento!

E você não precisa fazer essa alteração de forma abrupta, de uma hora para outra. Você provavelmente vai precisar de 3 a 6 meses para atingir esse padrão. Isso porque irá reduzir seus gastos de padrão de vida de 100% do seus rendimentos para apenas 60%.

Mas fazendo seu orçamento mensal, você irá perceber que pode diminuir muitos gastos supérfluos e desperdícios. Geralmente, esses gastos somam 30% das despesas da casa, e ninguém percebe. Apenas comece e você verá que é possível.

No entanto, se você perceber que não consegue reduzir mais gastos e ainda assim não atingiu a regra DDSV, é sinal de que você precisa ganhar mais dinheiro. Volte ao primeiro pilar e busque uma renda adicional.

Eliminar desperdícios

Com o orçamento em mãos você vai poder visualizar todos os gastos e inclusive categorizá-los em essenciais, supérfluos, desperdícios. Com esses dados em mãos você poderá verificar os gastos essenciais, reduzir os supérfluos e eliminar os desperdícios.

Alguns exemplos de desperdício: pagar multas e juros por atraso no pagamento, comprar roupas e não usar, comprar comida e jogar fora. As ações para estes exemplos seriam se organizar para pagar as contas em dia, comprar menos roupas e menos comida. Elimine os desperdícios!

Identificar Erros

Errar é humano. E erramos muito na administração das nossas finanças pessoais. Tendo um orçamento financeiro em mãos, você terá condições de identificar esses erros com mais facilidade. É o caso dos exemplos dos desperdícios. Ao identificar que você está pagando multas e juros por atraso no pagamento, você identifica que está cometendo o erro de pagar após o vencimento, que pode ser corrigido com um simples lembrete no calendário do celular.

Possuir um Fluxo de Caixa

Um fluxo de caixa nada mais é que colocar suas receitas e despesas em um calendário. Serve para te dar uma projeção, identificando se o que vai receber vai ser suficiente para pagar as contas que vencerão. Para quem não tem pagamentos fixos, é essencial para prever a disponibilidade de dinheiro para honrar os próximos compromissos. Também é uma excelente ferramenta para programar os pagamentos anuais, tais como renovação de matrícula de escola, compra de material e livros didáticos e uniformes escolares, pagamento de IPVA, seguro do carro, viagem de férias, datas comemorativas. Ou seja, o orçamento doméstico pode ser utilizado como fluxo de caixa, dependendo do aplicativo ou planilha que utilizar.

Terceiro Pilar - Investir Dinheiro

Também separei este pilar em 3 passos para facilitar seu entendimento sobre investimentos. São eles:

  1. Escolher a Estratégia de Investimento
  2. Montar as Carteiras de Investimento
  3. Proteger seu Patrimônio

Vamos detalhar cada um deles a seguir.

Escolher a Estratégia de Investimento

Estratégia 1: Aumentar Patrimônio

O Aumento de Patrimônio acontece quando você compra ativos por um determinado valor e os vende por um valor maior, obtendo retorno. Esse retorno positivo promoverá o aumento do seu patrimônio.

Mas fique atento! É importante descontar os custos da operação, taxas, imposto de renda e inflação do período para comprovar se realmente houve o retorno positivo naquela operação.

Estratégia 2: Criar Renda Passiva

A Renda Passiva acontece quando você compra um ativo que te dá o direito de receber um valor depositado diretamente em sua conta, chamada de juros sobre capital próprio e dividendos (no caso de ações), rendimento ou renda (no caso de Fundos Imobiliários) e Cupons Semestrais (no caso de Tesouro Direto).

A renda passiva acontece independente se o valor do ativo aumentou ou diminuiu. Assim, mesmo que o valor de uma ação caia por exemplo, a renda continua sendo depositada em sua conta periodicamente.

Estratégia 3: Carteira Mista

Como os ativos possuem características diferentes, existem estratégias de investimento que beneficiam mais o aumento de patrimônio, enquanto outras miram mais na renda passiva. Mas ainda existem estratégias mistas, que focam em ativos com bom potencial de crescimento e com bom histórico de pagamentos de dividendos, por exemplo.

Assim, você deve estar consciente dessas três estratégias e escolher a que mais lhe agrada. Em uma, poderá ver seu patrimônio aumentando mais, mas não terá nenhum rendimento. Na outra, você terá rendimento periódico, mas seu patrimônio aumentará mais devagar. Ou procurar um misto entre as duas, em que escolha ativos com possibilidade de valorização (aumento de patrimônio) e que pagam bons rendimentos, como é o caso dos Fundos Imobiliários e algumas ações.

Montar as Carteiras de Investimento

Carteira de investimentos é um conjunto de ativos financeiros (CDB, Tesouro Direto, Ações, Fundos Imobiliários, dentre outros) que compõem um volume de dinheiro que estão guardados para serem utilizados no futuro.

Para montar uma carteira de investimento é necessário:

Primeiro definir objetivos

Os objetivos são os sonhos que já foram definidos no 2º Pilar – Poupar Dinheiro e que foram transformados em projetos.

Segundo definir prazos

Os prazos também foram definidos junto com os sonhos, e se refere ao tempo em que se pretende realizar o sonho. Podem ser de curto, médio e longo prazos.

Terceiro definir ativos

Esse ponto é importante. Cada ativo financeiro possui uma característica de risco própria. Em regra geral, quanto maior o retorno, maior o risco e vice-versa. Assim, com o objetivo e os prazos definidos, você terá melhores condições de escolher que tipo de risco quer correr. Para prazos mais curtos, escolha ativos de baixo risco. Para prazos mais alongados, você pode escolher ativos com um risco maior.

Além disso, é interessante diversificar seus investimentos. Quanto mais diversificado, menores serão os riscos. No entanto, é necessário ter em mente que existem custos operacionais que podem se tornar maiores à medida que você aumenta a quantidade de ativos diferentes na sua carteira. Tenha isso em mente.

Proteger seu Patrimônio

Investir significa colocar parte do seu patrimônio em algum ativo financeiro que possui um determinado nível de risco. Na pior das hipóteses, queremos fazer nosso dinheiro render igual a inflação, para que a desvalorização não diminua seu patrimônio. Mas na maioria das vezes, queremos que ela renda acima da inflação, com a finalidade de aumentar o patrimônio. De qualquer forma, nosso patrimônio está em situação de risco.

Mas se isso te assusta, saiba que o maior risco é não investir. Guardar dinheiro debaixo do colchão, ou deixar parado na conta corrente ou poupança, é a certeza de perder patrimônio, constantemente. Mesmo que a inflação seja pequena, ela é real, e dinheiro parado desvaloriza.

Por isso, você deve aprender a investir e a administrar esses riscos. Uma boa forma de administrar os riscos é lançando mão de proteções.

A função de uma proteção é assegurar seu patrimônio caso algum acontecimento indesejado ocorra. E, invariavelmente, eles ocorrem.

Existem vários tipos de proteções e seguros. Segue a lista das mais comuns e conhecidas.

Reserva Financeira

A Reserva Financeira é uma reserva de dinheiro guardada para ser usada em emergências financeiras (gastos com saúde, hospitais, manutenções de urgência de moradia, dentre outras) ou em oportunidades de aquisições, negócios e investimentos. Por isso ela também é conhecida como Reserva de Emergência ou Reserva Estratégica.

A Reserva Financeira, deve ser investida em um ativo com alta liquidez e de baixo risco, sem variações de valor. O único objetivo é que ele seja corrigido pela inflação, para não perder seu valor. Assim, estará pronto para ser utilizado a qualquer momento.

A Reserva Financeira protege seu patrimônio por evitar a necessidade de vender ativos em condições desvantajosas, provocada pela urgência em fazer aquele ativo virar dinheiro rapidamente para ser utilizado na emergência ou na oportunidade. Vender casas, carros ou até ativos financeiros nessas situações podem causar grandes perdas no seu patrimônio, pois a necessidade fará você vender seus ativos abaixo do valor de mercado.


Também evita endividamentos, ou seja, aqueles empréstimos que você contrai para pagar contas que não estavam previstas. Quando você faz um empréstimo, você cria um Passivo (cria uma dívida) que diminui o seu patrimônio líquido. E ainda paga juros por isso.

Para montar sua Reserva Financeira, pense no seguinte. Antes de investir em qualquer projeto, considere primeiro montar sua Reserva Financeira. Você até pode montar ela paralelamente enquanto poupa para a aposentadoria, mas aqueles projetos definidos pelos seus sonhos devem esperar. Assim, seu primeiro sonho a ser realizado, deve ser construir sua Reserva Financeira. O ideal é que você tenha um valor equivalente de 6 a 12 meses da sua despesa média mensal, dependendo do risco de perder sua fonte de renda.

Carteira diversificada

Uma carteira diversificada significa ter vários ativos voltados para um mesmo objetivo. Se você colocar todos os ovos na mesma cesta e a cesta cair, todos os ovos quebram e você fica sem nada. Mas se colocar os ovos em cestas separadas, caindo uma, salvam-se os demais ovos.

Em uma carteira diversificada, a perda de valor de alguns ativos é compensada pelo ganho de outras.

Também é interessante que essa diversificação seja ampla. Isso quer dizer que você deve diversificar não só os ativos, mas também os tipos de ativos. Se você está montando uma carteira para sua aposentadoria por exemplo, você pode diversificar com Tesouro Direto, Ações e Fundos Imobiliários, por exemplo. E dentro de cada tipo de ativo também diversificar, comprando, por exemplo, 3 ativos do Tesouro Direto, ações de 5 empresas diferentes e 2 Fundos Imobiliários. Além disso, é importante verificar o setor de atuação das empresas, procurando diversificar também entre setores. Por exemplo, setores de construção civil, automotivo, telefonia, bancário, varejo, aéreas etc.

Seguros para investimentos

É um tipo de investimento, geralmente negociado na bolsa de valores com a finalidade de proteger o patrimônio investido no caso de um mercado em crise. As mais utilizadas são as opções, dólar e ouro.

As opções servem para proteger o patrimônio aplicado em ações. Em linhas gerais, quando utilizado como seguro de um investimento, ao comprar uma opção, compra-se o direito de negociar uma ação com valor mais alto que o valor atual de mercado. No caso de queda do valor de uma ação, o investidor protege seu patrimônio exercendo o direito de vendar suas ações pelo valor que comprou ou maior, evitando a perda pelo impacto de uma crise na empresa ou na economia.

Em uma situação de crise econômica, muitos investidores estrangeiros retiram seus investimentos das empresas brasileiras aplicadas em bolsa ou fundos, como comentei na introdução. A retirada desses investimentos produz duas consequências: a queda no valor das ações e a alta do dólar. Assim, aplicar em dólar ou fundos de investimentos atrelados ao dólar é uma forma de proteger o patrimônio aplicado em renda variável, evitando ou minimizando perdas.

Assim como o dólar, o investimento em ouro é uma forma de proteger investimentos em renda variável. A sua função é minimizar as perdas de outros investimentos, já que nas crise econômicas há uma maior busca do metal, como uma reserva de valor. Muito utilizado também por quem não quer ficar exposto ao dólar e a economia americana, ainda que seja a mais forte do mundo. Nesse caso, o ouro tem a favor o fato de ser uma moeda de troca internacional.

Seguros para ativos não financeiros (casa e carros)

No Brasil, a maioria das pessoas tem como único patrimônio de maior o valor o seu carro. Alguns tem, além do carro, uma casa. Assim, pode-se dizer que são os bens patrimoniais mais comuns e mais conhecidos dos brasileiros. Independente se causam despesas e se perdem valor ao decorrer do tempo, na maioria dos casos é recomendável proteger esses patrimônios com seguros. Quanto maior o valor e mais novos são esses bens, maior a recomendação para assegurá-los.

Para avaliar a real necessidade de assegurar um carro ou uma casa, pense qual o choque financeiro em sua vida caso o bem seja roubado, no caso dos carros, ou sofra um incêndio, no caso da casa. Em ambos os casos, considere perda total. Você terá condições de comprar um novo carro ou uma nova casa? Se não, faça um seguro. Se sim, pergunte-se em quanto tempo? Então avalie sua resposta e o impacto que terá em sua vida e verifique se vale a pena adquirir um seguro ou não.

Seguros pessoais (vida e saúde)

Nada é mais importante que a nossa vida e a nossa saúde. São nossos maiores patrimônios, pois é com a vida e com a saúde que conquistamos todos os outros.

O seguro ou plano de saúde, por mais custoso que possa ser o pagamento de suas parcelas mensais, é um dos meios mais eficazes de garantir o acesso aos serviços de saúde no Brasil. Em termos de qualidade, o plano de saúde é melhor que o SUS, mas pior que o atendimento particular. Em termos financeiros, é o meio termo, muitas vezes o melhor custo benefício.

Caso decida em contratar o seguro ou plano de saúde, é importante garantir que eles deem acesso aos serviços hospitalares de maior complexidade e custos, não apenas para consultas ambulatoriais e exames. Estes últimos podem ser custeados pela sua reserva estratégica. Mas os serviços hospitalares, como internações em leitos de UTI, podem ultrapassar a faixa de 50 mil reais em poucos dias. Na infelicidade de você ou alguém de sua família necessitar de um desses serviços, no caso de um acidente por exemplo, é interessante que seu seguro ou plano de saúde arque com essas despesas. Do contrário, além de um grave problema de saúde, você poderá entrar em graves problemas financeiros.

Já o seguro de vida protege você e sua família de infortúnios ainda mais sérios. Primeiro, ele pode proteger você e sua família, dependendo do contrato, da invalidez, no caso de um acidente ou doença em que você não possa mais trabalhar. Segundo, ele pode proteger sua família em caso de morte, depositando o valor contratado para o beneficiário do seguro. Em ambos os casos, o seguro de vida protege a família em situações em que o ente que contrata o seguro e é acometido por um sinistro não deixa a família financeiramente desamparada.

Alicerce - Mentalidade Financeira

Assim como os pilares, o Alicerce da Estrutura GPIM de Educação Financeira é separado em 3 passos para ajudar você a estruturar sua vida financeira:

  • Inteligência Financeira
  • Inteligência Emocional Financeira
  • Inteligência Espiritual Financeira

Caso você tenha achado estranho os itens acima, quero te lembrar quando falei que nossa vida financeira é afetada muito mais pelo nosso comportamento do que pelos simples cálculos matemáticos. Assim, nesse tópico iremos estudar os 3 fatores que influenciam nosso comportamento em relação às finanças: nosso conhecimento sobre finanças, nossas emoções e nossa filosofia de vida ou crenças. Uma Mentalidade Financeira forte deve conhecer, entender e gerenciar esses 3 fatores.

Vamos detalhar cada um deles a seguir.

Inteligência Intelectual Financeira

Alguns autores dão um sentido mais amplo para o termo Inteligência Financeira. No meu entendimento, consiste no conhecimento das atividades de gestão das finanças pessoais. Para não causar confusão e deixar mais claro, resolvi inseri a palavra intelectual, mostrando que se trata de conhecimento financeiro. Ou seja, é saber a importância da educação financeira, bem como o que fazer e como fazer cada atividade dos 3 pilares da Estrutura GPIM.

Em outras palavras, trata-se do Conhecimento Técnico que permite tomar decisões que envolvam problemas financeiros, bem como executar a decisão que foi tomada.

Vamos dar um exemplo, para ficar mais claro. Se você aprende que investir no Tesouro Direto é melhor que deixar o dinheiro parado na poupança, você vai ter que aprender o passo a passo para aplicar naquele ativo. Vai buscar aprender como abrir uma conta na corretora, como transferir o dinheiro e como comprar aquele ativo. Também vai querer saber qual papel do Tesouro é melhor para o seu caso. Selic, Pré ou Pós fixado? Cupons semestrais? Também vai querer entender um pouco mais do mercado relacionado ao Tesouro para saber quando deverá resgatar o investimento com lucro. Bem como, aprender a fazer o resgate até que o dinheiro esteja em sua conta. Ou seja, tudo isso é conhecimento técnico e faz parte da sua Inteligência Intelectual Financeira. É o seu QI Financeiro!

As melhores formas de obter Inteligência Intelectual Financeira é ler livros sobre o assunto e fazer cursos na área. Acompanhar especialistas também é uma forma interessante, mas é preciso garantir que sejam realmente especialistas no assunto, para não seguir orientações erradas e que podem prejudicar sua vida financeira.

Esse Conhecimento Técnico não é necessariamente algo complicado e qualquer pessoa pode ter um conhecimento básico para gerenciar seu dinheiro. Mas para quem tem dificuldades de aprendizagem nessa área ou simplesmente não gosta do assunto, talvez seja necessária a ajuda de parentes de confiança ou até mesmo a contratação de um profissional da área, como um planejador financeiro. Em situações mais complexas como planejamento sucessório e tributário, os serviços desse profissional podem fazer toda a diferença.

Em qualquer caso, o autoconhecimento é essencial para obter o melhor conhecimento técnico financeiro possível. Por meio do autoconhecimento é possível identificar habilidades, gostos e as maiores dificuldades que você tem na área. Assim, poderá, dentro da sua realidade financeira, direcionar suas necessidades de estudo e resolver seus maiores problemas financeiros.

A simples leitura desta obra já é uma forma de você aumentar sua Inteligência Financeira.

Inteligência Emocional Financeira

Apesar do conhecimento técnico ser importante, a Educação Financeira é uma ciência humana e comportamental. Por isso, cada vez mais os especialistas têm estudado os aspectos da psicologia financeira, que é de extrema importância para o sucesso do gerenciamento financeiro de qualquer pessoa.

Inteligência Emocional Financeira é a aplicação dos conceitos de Inteligência Emocional ao comportamento financeiro das pessoas. Também consiste na identificação e mudança de hábitos financeiros ruins para hábitos bons.

Dentro da Estrutura GPIM, uso os conceitos de inteligência emocional de Daniel Goleman, com relação ao gerenciamento das emoções. Você verá que a mudança de hábitos se encontra dentro do conceito ADAPTABILIDADE, logo abaixo. Para auxiliar na mudança de hábitos, também aplico diversos conceitos relacionados, como os conceitos de Imunidade à Mudança de Robert Kegan, conhecimentos de Neurociência da Dra Carla Tieppo, os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen R. Covey, O Poder dos Hábitos, de Charles Duhigg, dentre outros.

Seguindo a estrutura de Daniel Goleman, a Inteligência Emocional Financeira é dividida em 4 grandes divisões e suas respectivas subdivisões, conforme a seguir:

Autoconsciência (Autoconhecimento)

A autoconsciência ou autoconhecimento é o primeiro passo para desenvolver a inteligência emocional, inclusive nas finanças.

Trata-se de trazer à consciência suas emoções e o impacto que essas emoções têm sobre você e seus relacionamentos, inclusive na sua gestão financeira. Algumas emoções impactam positivamente, outras não.

Estando consciente das suas emoções, você consegue perceber o que está sentindo e como isso importa. Percebe, ainda, quais são os pontos fortes e como você pode desenvolver mais pontos fortes.

Além disso, conhecer suas emoções permite descobrir suas crenças limitantes, que serão importantes no processo de mudança de hábitos.

Para entender o que isso quer dizer na prática, faça uma reflexão sobre as seguintes perguntas:

  • Como me sinto quando compro uma coisa que eu gosto?
  • Como me sinto quando não tenho dinheiro suficiente para pagar minhas despesas?
  • Como me sinto quando consigo investir? E quando não consigo?
  • Que importância tem o dinheiro em minha vida ou de minha família?

Entender sentimentos como estes é o primeiro passo para desenvolver sua Inteligência Emocional Financeira.

Autogestão

Após as descobertas promovidas pela sua autoconsciência, você precisa começar a gerenciar suas próprias emoções. Assim você terá condições de melhorar seu relacionamento com o dinheiro, monitorando e controlando as emoções que provocam decisões financeiras ruins, bem como alterando hábitos destrutivos. Também terá condições de enxergar oportunidades em situações de crise e desenvolverá forças emocionais para tornar os sonhos em realidade.

Autorregulação (Controle Emocional)

Após o processo de autoconsciência, podemos monitorar as emoções indesejadas e exercer controle sobre elas, impedindo que reações desproporcionais promovam algo destrutivo a nós mesmos, ou com outra pessoa, ou com o nosso dinheiro.

A autorregulação também nos permite desenvolver a resiliência financeira, ou seja, a capacidade de voltar ao estado emocional normal após algum acontecimento indesejado, como a perda no valor de investimentos a curto prazo.

Adaptabilidade

Trata-se da habilidade de se adaptar a novas situações e contextos e dar novas soluções e inovações. Dentro da estrutura GPIM de Educação Financeira é uma ferramenta emocional que ajuda a desenvolver o empreendedorismo, interessante para ser utilizado no 1º Pilar – Ganhar Dinheiro.

Também é com essa habilidade emocional que se promove a agilidade nas decisões financeiras, ou seja, capacidade de analisar e reconhecer situações indesejadas e decidir de forma consciente e produtiva. Também poderá gerenciar melhor seus pensamentos e sentimentos para não ficar travado diante de situações críticas. É essencial para tomada de decisões financeiras em tempos de crise.

Além disso, é dentro da capacidade de adaptação em que é feita a mudança de hábitos financeiros. Após identificar crenças limitantes, utiliza-se a adaptabilidade para transformar hábitos ruins em bons hábitos, eliminando os gastos excessivos, a procrastinação do gerenciamento financeiro, a falta de foco para priorizar gastos e investimentos, dentre outros. Por ser uma ciência complexa, utiliza-se os conhecimentos da psicologia e neurociência como ferramentas para promover a mudança de hábitos de maneira eficaz.

Resumindo, a habilidade emocional da Adaptabilidade promove o empreendedorismo, a rápida tomada de decisões financeiras e a mudança de hábitos.

Visão Positiva

Nas finanças pessoais é normal ver as pessoas reclamando da quantidade dos boletos, que não têm dinheiro suficiente, que o salário não durou nem um dia na conta, do aumento do valor dos alimentos, escola, aluguel, luz. Tudo isso é uma verdade trágica.

Porém a inteligência emocional nos ensina a ter uma visão positiva de tudo que nos cerca, inclusive sobre nossas finanças pessoais.

Quem tem uma visão positiva vê o melhor em si, nas pessoas, nas situações, nos eventos. Se recupera fácil dos imprevistos. Vê a oportunidade e o lado bom das coisas. Espera o melhor das pessoas e que tudo será melhor no futuro. Também possui uma mentalidade de crescimento, conforme nos ensina Carol Dweck em “Mindset: A nova psicologia do sucesso”.

Assim, ter uma visão positiva é uma habilidade emocional que vai te ajudar a ter mais esperança e um futuro melhor por meio do gerenciamento financeiro pessoal.

Orientação para Conquista

Além da Visão Positiva, ter uma Orientação para Conquista é essencial no gerenciamento das emoções. Consiste em ter objetivos e trabalhar neles sistematicamente até alcançar. Pensar como será bom quando alcançar o objetivo produz dopamina e serotonina e por isso é muito bom e muito motivador.

Assim, a orientação para conquista vai te ajudar a transformar seus sonhos em projetos, sendo esses objetivos essenciais no gerenciamento financeiro pessoal, bem como em trabalhar constantemente para alcançar esses objetivos, auxiliando diretamente no 2º pilar – Poupar Dinheiro.

Consciência Social

O relacionamento com outras pessoas pode trazer aspectos positivos e negativos ao planejamento financeiro pessoal. Por isso, conhecer a nossa sintonia social, ou seja, a forma como nos comportamos quando nos relacionamos com as pessoas é uma ferramenta emocional importante no gerenciamento do nosso dinheiro.

Empatia

Existem 3 tipos de Empatia. A empatia cognitiva que busca entender os modelos mentais que o outro usa, ou seja, como o outro pensa, me ajudando a me comunicar com o outro de maneira eficiente.  A empatia emocional que busca entender o que o outro sente, criando proximidade entre as pessoas. E a preocupação empática que busca se importar verdadeiramente com o outro, de forma independente e altruísta.

As duas primeiras empatias são muito utilizadas pelo marketing no intuito de promover influência e persuasão na tentativa de aumentar as vendas. Conhecer essas técnicas pode te ajudar a economizar um bom dinheiro, evitando gastar com coisas que você realmente não precisa.

Já a preocupação empática é um forte construtor de relacionamentos. No âmbito da Educação Financeira ela deve ser utilizada na reunião de definição de sonhos familiar. Quanto mais desenvolvida essa empatia entre os membros da família, melhores serão as decisões sobre os sonhos que deverão ser transformados em projetos de poupança familiar.

Consciência Organizacional

Trata-se de entender como as coisas funcionam em um determinado lugar, quem toma as decisões, quais são as normas, quais são os valores. As pessoas com consciência organizacional respondem com facilidade essas questões e isso os ajudam a ter mais sucesso.

Na Educação Financeira, a habilidade emocional de consciência organizacional pode influenciar na capacidade técnica de investimento. Isso porque não basta saber realizar as aplicações financeiras, mas também o momento certo em aplicar e como isso afetará o planejamento financeiro pessoal. Também pode ser utilizado em uma decisão de compra, e em como aquela despesa irá afetar a organização financeira que já estava programada.

É, portanto, uma visão de sistemas, em que para cada ação será visualizada uma reação, implicando em melhores decisões financeiras.

Gestão de Relacionamentos

Depois de entender e desenvolver sua consciência social, é hora de aprender a gerenciar suas emoções em seus relacionamentos em benefício da sua gestão financeira.

Influência

A influência é a capacidade de persuadir a tomada de decisão de outra pessoa. Se você é um líder, quanto maior o seu poder de influência, maior será a chance de o liderado tomar a decisão de seguir você. Se você é um liderado, sua capacidade de influência poderá interferir na tomada de decisão do líder.

Na Educação Financeira, essa habilidade da inteligência emocional coopera na negociação de gastos e investimentos em uma reunião familiar, bem como na determinação dos sonhos que se tornarão em projetos para poupança e investimentos. Seja como líder ou não, o poder da influência conduzirá o destino do planejamento financeiro.

Mas não é só dentro da família. Essa habilidade também pode e deve ser utilizada no trabalho, seja você um empregado ou um empreendedor. Como empregado, você pode utilizar a influência para negociar melhores salários, melhores benefícios e promoções. Como empreendedor, você pode influenciar seus colaboradores na melhoria do desempenho que refletirá em mais lucros, bem como negociar com fornecedores preços melhores, reduzindo custos. Isso reflete nas finanças da empresa e consequentemente nas suas finanças pessoais.

Coach e Mentoria

A habilidade de Coach e Mentoria é a capacidade de treinar e ensinar outras pessoas a desenvolverem novas habilidades.

Na Educação Financeira, essa capacidade deve ser utilizada para treinar outros membros da família, amigos, alunos, jovens e crianças para saberem gerenciar suas finanças pessoais.

Gestão de Conflitos

A priorização dos gastos na família normalmente gera conflitos entre seus membros, pois cada um tem sua necessidade ou desejo de consumo, e como os recursos são escassos, o membro de maior autoridade pode não concordar com uma determinada solicitação.

Nessa situação, a habilidade de gestão de conflitos irá buscar uma solução do tipo ganha-ganha, para que ambas as partes sejam beneficiadas, ainda que lancem mão de concessões. Tudo para o bem maior de finanças equilibradas e conquista de sonhos.

Liderança Inspirativa

Reduzir e priorizar gastos é difícil. Por isso é necessário que o líder da família saiba inspirar todos os membros a priorizar os investimentos com os sonhos ao invés de gastos de consumo imediato.

Essa liderança também é necessária no trabalho, de maneira a inspirar sua equipe a ter melhores resultados, aumentando os ganhos financeiros.

Trabalho em Equipe

Seja na família, no trabalho, ou no negócio próprio, o trabalho em equipe é essencial, pois ninguém constrói nada sozinho.

Na família, todos os membros devem trabalhar em equipe, reduzindo gastos desnecessários, aumentando a renda, tendo como meta a conquista do sonho que foi priorizado.

No trabalho e no negócio próprio, o trabalho em equipe traz melhor desempenho, melhores resultados e maiores ganhos financeiros para todos.

Inteligência Espiritual Financeira

Somos seres físicos, emocionais e espirituais. Por isso, considerando que a Educação Financeira é uma ciência comportamental, não seria prudente empreender uma transformação financeira sem estudar e aplicar conhecimentos em todos os campos que influenciam esse comportamento.

Como seres físicos, temos necessidades materiais que influenciam nossos hábitos de consumo e determinam boa parte dos nossos sonhos.

Como seres emocionais, estudamos como o relacionamento de uma pessoa consigo mesma e com a sociedade influenciam no seu planejamento financeiro.

E como seres espirituais, verificamos como o relacionamento de uma pessoa com Deus, ou com sua filosofia de vida determina a forma como essa pessoa lida com suas finanças, desde a forma de ganhar, gastar e até investir dinheiro.

Assim, a Inteligência Espiritual Financeira busca entender a influência da espiritualidade de uma pessoa no seu relacionamento com o dinheiro, para alterar atitudes destrutivas e reforçar atitudes positivas sobre as finanças pessoais. Permite, portanto, identificar crenças limitantes que não são frutos da psicologia emocional, mas provenientes da espiritualidade da pessoa.

Essas crenças limitantes podem ser implantadas tanto pela religião, quanto pela filosofia de vida. Assim, independente se uma pessoa é religiosa ou não, as crenças limitantes espirituais estão presentes.

Por outro lado, a religião ou filosofia pode fornecer as crenças fortalecedoras, que ajudam as pessoas a terem atitudes financeiras positivas.

Assim, cabe à Inteligência Espiritual Financeira identificar as seguintes características pessoais que influenciam suas finanças: valores, crenças, propósitos, visão de futuro e de transcendência, fé, virtude, autoconhecimento, dentre outros.

Além disso, posso dizer que é a Inteligência Espiritual Financeira que liga todos os pilares da Estrutura GPIM ao seu alicerce, fornecendo uma estrutura forte para o gerenciamento das finanças pessoais, pois sua espiritualidade:

  • Influencia na formação do seu propósito de vida, importante para ganhar dinheiro de forma saudável;
  • Promove os seus sonhos, objetivos a serem alcançados na caminhada financeira;
  • Influencia no seu perfil de risco, atuando diretamente na forma como você irá planejar seus investimentos;
  • Fortalece o seu equilíbrio emocional, seu relacionamento consigo mesma, com as pessoas que te cercam e com suas finanças.

Resumo da Estrutura GPIM

Tenho certeza de que te apresentei muitos conceitos novos nesse capítulo. Por isso quero fazer um pequeno resumo, para facilitar a fixação da estrutura na sua mente.

A Estrutura GPIM de Educação Financeira que proponho para você é composta de 3 Pilares e 1 Alicerce:

  • Ganhar Dinheiro (1º Pilar)
  • Poupar Dinheiro (2º Pilar)
  • Investir Dinheiro (3º Pilar)
  • Mentalidade Financeira (Alicerce)

Para essa estrutura funcionar, você deve levantar cada pilar na ordem: 1º, 2º e 3º pilar. Assim, não queira aprender a investir dinheiro, se você ainda não aprendeu a ganhar dinheiro. Dê um passo de cada vez.


Já a Mentalidade Financeira, por ser seu alicerce, deve te acompanhar continuamente, ou seja, prossiga desenvolvendo suas inteligências financeiras para que os pilares se mantenham de pé.

Agora que você já conhece a estrutura financeira, é hora de saber usá-la para enfrentar um crise financeira.

Como Enfrentar Uma Crise Financeira

Enfim, chegamos ao assunto mais importante dessa obra. Sei que o capítulo anterior foi longo, mas conhecer a Estrutura GPIM antes de dar o próximo passo era essencial.

A estrutura financeira que te apresentei serve para toda a sua vida. Mas em situações de crise, pode ser necessário algumas adaptações.

Vou te mostrar agora os cuidados que você deve tomar em cada pilar e no alicerce da sua estrutura financeira.

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Ganhar Dinheiro Na Crise

Para quem está sem renda

A crise do coronavírus provocou o desemprego de milhões de pessoa no Brasil. E isso acontece em qualquer crise econômica. Se você é uma delas, não desanime!

O ideal seria você seguir os passos normais da 1º Pilar da Estrutura GPIM, ou seja, trabalhar com seu propósito. Mas neste momento, encontrar qualquer fonte de renda é o mais importante.

Em uma crise econômica, as pessoas reduzem os gastos e as atividades não essenciais são as primeiras a serem afetadas. Se você foi demitido, ou se seu negócio está parado, sem movimento, provavelmente o serviço que você desenvolvia não era essencial.

Para você conseguir uma fonte de renda nesse contexto, a primeira coisa a fazer é observar para onde o dinheiro está indo. Qual área está crescendo durante a crise. Em seguida, procurar empreender ou se empregar nessa área.

Na crise do COVID-19, por exemplo, apareceu um mercado muito rentável: a fabricação e venda de máscaras. Não sei se você viu nos noticiários, mas tinha dono de restaurante fazendo máscaras para poder honrar o aluguel do estabelecimento, que estava fechado.

Mais abaixo eu vou abordar as tendências da crise do coronavírus e a importância de sempre ficar ligado nos movimentos econômicos de qualquer crise.

Resumindo, observe as tendências (oportunidades) da crise e tente encaixar seu propósito em algo que está dando dinheiro. Se não conseguir encaixar essa tendência no seu propósito, pegue o que estiver disponível. Depois, quando duas finanças estiverem mais equilibradas, você investe no seu propósito.

Para quem tem apenas uma fonte de renda

Se você não foi afetado diretamente pela crise e conseguiu manter sua fonte de renda, que bom.

Nesse caso você deve aproveitar para começar a diversificar sua fonte de renda. Principalmente se você identificar que seu ramo de atuação pode ter uma diminuição de negócios no período pós-crise.

Qualquer crise tem o poder de modificar mercados, e pode acontecer que, mesmo que seu ramo de negócios não seja prejudicado diretamente por ela, poderá ser afetado de forma indireta.

Na crise em que vivemos, do coronavírus, estamos tendo diversas modificações de comportamento que podem afetar vários mercados. As pessoas, por exemplo, estão descobrindo a vantagem de fazer compras sem sair de casa. E após a crise, é provável que uma grande fatia do mercado não volte a fazer compras em lojas físicas. Se você é dono ou funcionário de uma loja de roupas, por exemplo, talvez seja interessante ter um plano B.

Se você trabalha em qualquer loja de um shopping center, também deveria se preocupar. O problema é que grandes marcas estão começando a migrar para a venda online, tendo em vista o isolamento social dessa crise. Como âncoras, elas atraem muitas pessoas para dentro do shopping. Acontece que, se essas marcas decidirem permanecer online no pós-pandemia, a frequência de pessoas nos shopping centers pode diminuir. E isso vai afetar muito a sua loja.

Por isso, recomendo que você aproveite que ainda possui renda, e comece a diversificá-la. Assim, caso sua renda principal seja prejudicada pela crise (desemprego, queda nas vendas etc.), você tem outra forma de se manter.

Preferencialmente, siga os passos do primeiro pilar, e tente encontrar algo que lhe traga grande prazer em trabalhar (seu propósito) e ache uma forma de monetizá-lo. Faça isso nos seus tempos livres e em breve estará com mais uma fonte de renda.

Para quem já tem várias fontes de renda

Se você já tem várias fontes de renda em ação, parabéns!

Nesse caso, minha recomendação é monitorar cada uma dessas fontes, verificando se alguma delas pode ser afetada pela crise. Então, planeje substituir as que serão afetadas por alguma outra oportunidade que se apresente como tendência durante a crise.

Poupar Dinheiro Na Crise

Readequar estilo de vida à crise

Tratamos desse assunto quando conversamos sobre a importância em fazer o orçamento doméstico. Naquele ponto te apresentei a Regra DDSV, como uma divisão recomendada do seu orçamento, conforme abaixo:

  • 10% aplicada na aposentadoria;
  • 10% aplicada na realização de sonhos (projetos);
  • 60% nos custos de padrão de vida;
  • 20% para gastos livres de culpa.

No entanto, em situações de crise, é interessante fortalecer sua Reserva Financeira. Para tanto, eu recomendo uma pequena alteração no seu estilo de vida, para aumentar (ou construir, caso ainda não tenha) sua Reserva Financeira.

Minha sugestão seria reduzir momentaneamente seus gastos livres de culpa, para fortalecer sua reserva financeira. Assim, minha proposta, é alterar a Regra DDSV para DVSD, da seguinte forma:

  • 10% aplicada na aposentadoria;
  • 20% aplicada na realização de sonhos e na Reserva Financeira;
  • 60% nos custos de padrão de vida;
  • 10% para gastos livres de culpa.

É um pequeno aperto, mas que te trará mais segurança em caso de uma indesejável perda de fonte de renda.

Eliminar desperdícios

Também tocamos nesse ponto quando falamos sobre o orçamento doméstico. Se, em uma situação normal, devemos tomar cuidado com os desperdícios, quanto mais em uma situação de crise.

Minha recomendação é reavaliar seus gastos sempre que perceber que uma crise está chegando ou que já esteja acontecendo. Analise cada item do seu orçamento com cuidado e veja se há algum desperdício para ser cortado.

Também tenha mais cuidado com gastos como alimentação, água, energia elétrica e gás. Tente economizar e evitar desperdícios.

Verifique também assinaturas que não esteja utilizando com frequência e que podem ser cortadas. Assinaturas de TV (ou streamings), músicas, revistas, jogos de vídeo game etc.

A ideia é que quanto menos pagar por esses itens que você não está usando, mais dinheiro vai sobrar para fortalecer sua Reserva Financeira.

Evitar endividamentos

Sempre devemos evitar se endividar. Mas em momentos de crise, o cuidado tem que ser maior, pois se você perder sua fonte de renda, pode não conseguir quitar as parcelas da dívida.

Assim, evite ao máximo usar seu cartão de crédito, bem como fazer compras parceladas, financiamentos de carro e casa.

Mesmo que você considere que sua renda é segura, tome muito cuidado. Na atual crise do coronavírus, por exemplo, a queda de arrecadação nos estados e municípios pode reduzir ou interromper seu salário, mesmo que você seja concursado. E isso não está longe de acontecer, nem mesmo para quem trabalha para o Governo Federal, ainda que o risco seja menor.

Investir Dinheiro Na Crise

Seja mais cauteloso

Ao investir seu dinheiro em momentos de crise, é recomendável dar um passo atrás no seu perfil de risco, sendo um pouco mais conservador.

A ideia aqui é proteger seu patrimônio. Em situações de crise, além da queda acentuada de dos ativos de renda variável, como ações, a volatilidade e a incerteza são constantes.

Além disso, tome cuidado com para não ser seduzidos por papéis “baratos” e sair comprando, pois existem setores que podem ter mais dificuldades de se recuperar após a crise do que outros, e o investimento não ter o retorno desejado.. Se isso acontecer, é possível ainda que você perca dinheiro, fazendo retiradas com prejuízo, com medo de perdas maiores.

Assim, seja mais cuidadoso. Diversifique mais, se exponha menos a renda variável, compre proteções, e siga orientações de profissionais da área de investimentos.

Portanto, em tempos de crise, seja mais cauteloso e proteja seu patrimônio.

“Pior que não ganhar dinheiro na crise, é perder aquilo que você já conquistou!”

Procurar proteções (ouro e dólar)

Como já conversamos antes, uma forma de proteger seu patrimônio é comprando ativos atrelados ao ouro e ao dólar. Assim, essa é uma prática da maioria dos investidores mais experientes.

Durante qualquer crise econômica que aconteça no Brasil, a tendência é a alta do dólar, devido a retirada do capital estrangeiro dos investimentos brasileiros. Por isso, minha recomendação é trocar uma parte dos seus investimentos em ativos de maior risco de queda para fundos atrelados ao dólar. A mesma ideia serve para o ouro.

Construir ou Aumentar Reserva Financeira

No Segundo Pilar, recomendei que você readequasse seu estilo de vida, reduzindo seus gastos livres de culpa e guardando seu dinheiro para sua Reserva Financeira.

Na hora de investir esse dinheiro que você guardou, a recomendação ainda é aplicá-lo em uma renda fixa, cujo valor do principal não tenha variação.

No momento, recomendo o Tesouro Selic, que você investe no Tesouro Direto por meio de uma corretora. Mas atenção! No Tesouro Direto, somente o Tesouro Selic não tem variação do valor do papel. Os demais, ocorrem variações, inclusive negativas. Se você precisar do dinheiro quando o valor estiver abaixo do valor que você comprou, vai ter prejuízo.

Nosso investimento na Reserva Financeira não visa retorno. Não queremos ganhar dinheiro com ela. Queremos que ela esteja lá, no mesmo valor que aplicamos, corrigida pela inflação, pronta para ser usada quando precisarmos. Principalmente em momentos de crise, em que o risco de termos que usar nossa reserva é bem maior.

Mentalidade Financeira Na Crise

Dentro de qualquer estrutura, nenhum pilar é mantido de pé sem um alicerce para se sustentar. Já falamos disso quando te apresentei a Estrutura GPIM de Educação Financeira.

A mesmo conceito devemos utilizar em situações de crise. Até aqui, já estudamos como usar os pilares para enfrentar a crise. Agora é hora de vermos como usar a Mentalidade Financeira como nosso alicerce financeiro contra os períodos de adversidade.

Entender a extensão da crise

A primeira coisa que você deve observar durante uma crise econômica, é qual a extensão dela. Saber quando, onde e até que ponto ela pode te atingir. Estar atento ao cenário e ao desenrolar da crise.

Vamos dar um exemplo, falando de uma personagem fictício, o Fábio.


Fábio é funcionário em uma fábrica de automóveis no interior do Rio de Janeiro. No final de dezembro, Fábio ouviu falar pela primeira vez do novo coronavírus, que estava em crescimento na China. Como ele já atua no seguimento automotivo há alguns anos, sabe que esse tipo de problema pode se espalhar pelo mundo e provocar crises econômicas. E sempre que há crises econômicas, Fábio perde o emprego, pois é um setor muito problemático no Brasil. Sabendo disso, ele já se prepara financeiramente, pois sabe que tem grande chance de perder sua principal fonte de renda nos próximos meses.

Essa pequena história, é para te mostrar que não devemos ficar alienados ao que acontece ao nosso redor e no mundo. Mantenha-se informado, e sempre que perceber que há uma crise em qualquer lugar do mundo, pergunte-se:

  • Essa crise vai atingir minha fonte de renda?
  • Se sim, em quanto tempo?
  • E como ela vai afetar minha vida?

Quanto mais rápido perceber a crise e responder essas perguntas, mais tempo terá para reagir e para se preparar para enfrentá-la.

Ser proativo

De nada adiantaria saber que a crise pode te afetar e não fazer nada. Por isso, seja proativo, ou seja, procure uma melhor posição para enfrentar a crise que está chegando.

Você pode fazer muitas coisas para se preparar, como procurar uma nova fonte de renda que não seja tão afetada pela crise, cortar gastos do seu orçamento, proteger investimentos e fortalecer sua Reserva Financeira. Apenas, não fique parado.

Se a crise já chegou e você não conseguiu se preparar bem, não fique se lamentando. Não desista, nem se acomode. Não pense nos problemas, mas busque soluções.

Fortalecer-se emocionalmente

Problemas financeiros têm causado muito mal às famílias. Baixo rendimento profissional, divórcios, brigas de família e até suicídios podem ter como causa uma dificuldade financeira. Esse é um dos motivos pelo qual decidi compartilhar meus conhecimentos sobre o tema.

Se a crise te pegou de jeito e trouxe muitos problemas financeiros para a sua vida, você precisa se fortalecer emocionalmente, para não ter problemas ainda maiores.

Utilize os conceitos que apresentei na Inteligência Emocional Financeira, em que me apoio nos conhecimentos de Daniel Goleman. Nesse momento de crise, revisite os conceitos de Visão Positiva e Orientação para Conquista, que poderão te ajudar a fortalecer seu lado emocional.

Fortalecer-se espiritualmente

Seu lado espiritual está intimamente ligado às suas emoções. Quanto mais desenvolvido for sua filosofia de vida, sua visão de Deus ou sua fé, maior será sua força para passar os indesejados momentos de crise.

Fortalecendo seu espírito, você reduz sua negatividade, e aumenta seus pensamentos positivos. Com uma visão positiva maior, você terá um sentimento de conquista maior, e terá mais força para enfrentar e vencer a crise, sem se abater.

Como cristão, sempre que estou passando por momentos de crise, leio alguns versículos bíblicos que produz fé e fortalece meu espírito. Nesse momento do coronavírus, um dos versículos que não sai da minha mente é o seguinte:

“Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.”

- Salmos 91.3 -

Essa palavra me dá força espiritual para ir trabalhar no hospital todos os dias, enquanto minha família fica em casa. Apesar de não ser da área de saúde, estar no hospital em um período de pandemia como este, é sempre preocupante. Além de não querer me contaminar, também não quero trazer o vírus para dentro da minha casa. Mas o medo é vencido pela fé!

Minha recomendação, é que você faça o mesmo, em qualquer crise que você esteja enfrentando. Por meio da sua crença pessoal, seja ela qual for, inclusive em crises financeiras, busque formas de fortalecer seu espírito e a sua fé. Assim, você terá mais força para buscar soluções, e menos chance de ter problemas depressivos. Com certeza isso também vai ajudar a melhorar suas finanças.

As Principais Tendências da Crise do Covid-19

Como vimos, para enfrentar a crise de forma proativa é necessário buscar soluções para os problemas que ela traz. E uma boa maneira de buscar soluções é observando as novas tendências que surgem durante a crise. Essas tendências podem se tornar oportunidades para ganhar, poupar e investir dinheiro, bem como para desenvolver sua mentalidade financeira.

Por isso, nas próximas linhas quero compartilhar com você algumas tendências que observei durante a crise do coronavírus, classificando-as de acordo com a estrutura financeira que já estudamos.

Leve Este Conteúdo Com Você

Oportunidades para Ganhar Dinheiro

Empreendedorismo Digital

Ser um empreendedor digital significa montar qualquer tipo de negócio em meio virtual. Isso significa que você vai se relacionar com seu cliente quase que 100% pela internet, ainda que venda produtos físicos.

O isolamento social fez o consumo pela internet crescer. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamentos e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia.

Assim, a pandemia acelerou a migração do consumo por meios digitais, aumentando a oportunidade para aqueles que querem empreender no meio digital.

Marketing Digital

Junto com o empreendedorismo digital, o isolamento social promoveu um aumento na busca de profissionais e cursos sobre marketing digital, tanto de empreendedores quanto de pessoas físicas.

Os empreendedores de lojas físicas, por não poderem abrir suas lojas e receber seus clientes, virão no marketing digital a oportunidade de vender por meio das redes sociais, aplicativos e até mesmo iniciar vendas por meio de sites na internet.

Enquanto isso, pessoas físicas que perderam sua fonte de renda, percebendo as oportunidades relacionadas ao marketing digital, virão a oportunidade de ter uma nova fonte de renda.

Eu, particularmente, gosto muito dessa oportunidade. Falo muito sobre ela no meu site, e vou te dar algumas dicas a respeito no final desse e-book. Com certeza, é uma excelente forma de ganhar dinheiro, ainda mais agora que virou tendência.

Sistema de Entregas (Delivery)

Também por causa do isolamento social, as lojas físicas de todos os tipos, impedidas de abrir as portas, buscaram no sistema de entregas, muito conhecido como Delivery, uma forma de sobreviver a crise, mantendo algum tipo de renda em seus negócios.

Assim, tanto motoboys como empresas de entrega tiveram um aumento considerável em suas atividades. E é uma tendência que deve permanecer após a crise.

Alguns empreendedores, inclusive mudaram de ramo, investindo em negócios relacionados ao sistema de Delivery. Os maiores aumentos de compra para entregas foram os setores de alimentação e saúde.

Vendas para o Governo

Talvez você não saiba, mas a busca em vender para o governo aumenta em toda crise econômica. Isso porque o governo, principalmente o Governo Federal, é o cliente que menos sofre com a crise. Mesmo que ocorra queda na arrecadação, ele não terá problemas de falência ou desemprego, como ocorre com empresas privadas ou pessoas físicas.

Assim, com a queda das vendas para pessoas físicas ou outras empresas, as empresas mais atentas procuram se especializar em vendas por licitações dos Governos Federal, Estadual ou Municipal, para manter suas vendas e sobreviver à crise.

Se isso parecer ser uma boa ideia para sua empresa, sugiro que comece suas vendas para órgãos do Governo Federal, já que ele tem bem menos problemas de arrecadação que os estados e municípios durante a crise.

Oportunidades Para Poupar Dinheiro

Menos saídas = menos despesas

O isolamento social tem afetado muitas pessoas. Mas, usando a Inteligência Emocional Financeira e o conceito da Visão Positiva, sempre podemos enxergar o lado bom das coisas.

Se você está saindo menos de casa, ainda que seja contra sua vontade, você está sendo menos exposto ao neuromarketing das lojas físicas e às compras por impulso. E isso é bom para o seu bolso, já que você está gastando menos e tendo mais dinheiro para guardar.

Além disso, se você tinha o costume de ir ao happy hour nos finais de semana, ou alguma coisa do tipo (restaurantes, pizzarias, lanchonetes, cinema, passeios com as crianças), você também está economizando o dinheiro que gastava nessas saídas. Aproveite essa situação, ainda que você não goste, para poupar para sua Reserva Financeira ou outros projetos.

Consciência sobre a Reserva Financeira

Pois é. Aqui estou eu falando mais uma vez sobre Reserva Financeira. Então você pode ter uma ideia de como isso é importante para sua segurança financeira e patrimonial.

O bom é que com a crise do coronavírus as pessoas estão entendendo melhor a importância dessa reserva. E espero que você também siga essa tendência.

Para iniciar logo a construir sua Reserva Financeira, faça o seguinte:


  1. Poupe pelo menos 10% da sua Renda Líquida. Aproveite que não está saindo de casa e reduziu os gastos na rua e separe esse dinheiro para sua reserva.
  2. Abra conta em uma corretora. É muito simples. Eu uso a Rico, a Clear e a Easyinvest, pois não cobram taxas para investimento em Tesouro Direto.
  3. Faça a transferência do valor que você separou para essa corretora, conforme informações que eles vão te passar. Se tiver dificuldade, procure suporte.
  4. Invista no Tesouro Selic. Este é o investimento mais seguro no momento e que corrige seus investimentos de acordo com a inflação, não perdendo seu poder de compra.
  5. Evite sacar o dinheiro em menos de 30 dias. Faça novos investimentos mensais, até ter o total que você planejou investidos na corretora.

Pronto! Em apenas 5 passos você começou a criar sua reserva financeira. Lembre-se que essa não deve ser a última crise que vai enfrentar, e essa reserva vai te ajudar muito no futuro.

Oportunidades Para Investir Dinheiro

Ações Baratas

Lembra que eu te falei para ser mais cauteloso em seus investimentos durante a crise? Mas eu não quis dizer que não poderia aproveitar algumas oportunidades. Então, aproveite as oportunidades, mas com cautela.

Na crise do coronavírus, a Bolsa de Valores brasileira, caiu de quase 120 mil pontos para um pouco mais de 63 mil pontos, em apenas 2 meses. Isso não quer dizer que todas as empresas perderam valor, mas suas quedas foram muito mais motivadas ao medo da crise que à crise propriamente dita.

Tanto que, em junho, pouco mais de dois meses após a mínima, o mercado já havia recuperado 34 mil pontos, batendo 97 mil pontos. Isso significa que uma boa parte das empresas listadas em bolsa não foram tão afetadas e ainda podem se recuperar um pouco mais nos próximos meses.

Para quem identificou as ações que não deveriam ser afetadas pela crise, ganharam um bom dinheiro. Mas, ainda assim, é uma aposta arriscada.

Para quem deseja aproveitar a baixa do mercado e deseja investir em ações baratas é necessário fazer uma boa análise de risco, tanto do seu patrimônio, quanto da empresa que acha que está barata.

Para o seu proteger seu patrimônio, vale a regra da diversificação e alocação. Ou seja, não invista em uma única empresa, nem em um único setor. Também, aloque um percentual pequeno do seu patrimônio, nesses investimentos mais arriscados.

Quanto à análise de risco das empresas, procure buscar a visão de especialistas na área. Atualmente, são muitos os fatores que influenciam o desempenho de uma empresa, principalmente no ambiente de crise econômica e recessão.

Barganhas Imobiliárias

Infelizmente, algumas pessoas não se prepararam bem para enfrentar a crise, ou até mesmo ela veio mais forte do que a pessoa estava preparada, e elas tiveram que vender alguns dos seus patrimônios, como a casa, por exemplo.

Nessas situações, em que a pessoa precisa de dinheiro rápido, ela se predispõe a vender um imóvel abaixo do preço natural de mercado. Se você está procurando um imóvel para comprar, seja para morar ou para investir, pode ser uma boa oportunidade.

Mas não trate isso como uma exploração da fragilidade da outra pessoa. Em situações assim, se você adquire o imóvel, você pode estar ajudando aquela pessoa a se recuperar financeiramente, e até mesmo em sua sobrevivência.

Além disso, nem todo imóvel que está nessa situação é a casa da família que está sendo vendida para pagar as contas. Existem também casos de investidores que, em situação de crise, precisam de alguma liquidez (dinheiro na mão) e renunciam uma parte do ganho para vender mais rápido seu imóvel. Que pode ser uma casa, apartamento ou até mesmo uma sala comercial.

De todo modo, isso não quer dizer que o preço de mercado está caindo. Isso ainda não está acontecendo na crise atual. Mas, em toda crise, sempre podem ser encontradas barganhas imobiliárias que pode ser uma boa oportunidade para o comprador.

Lembre-se, no entanto, que esse pode não ser o melhor momento de fazer um financiamento imobiliário, levando-se em conta que muitas pessoas estão perdendo suas fontes de renda. Se isso acontecer com você, durante um financiamento desses, o barato pode sair caro. Pense nisso!

Desenvolvimento da Mentalidade Financeira

Tempo livre para estudar

A mudança de hábitos promovida pelo isolamento social em todas as áreas, pode ter te dado mais tempo em sua vida. Sei que isso não serve para todas as pessoas, pois algumas pessoas continuaram trabalhando normalmente. Também tiveram algumas que, com os filhos em casa, por exemplo, reduziram ou até anularam seus tempos livres. Também sei que nessa época, nem sempre ter tempo livre é sinal de coisa boa, pois muitos estão com tempo por terem ficado desempregadas. Sinto muito por isso.

Mas essa dica é para aqueles cuja mudança para trabalho por home office, ou qualquer outro tipo de mudança em sua rotina, promoveu um aumento no seu tempo livre.

Se você é uma dessas pessoas, pode ser o momento ideal para começar a desenvolver sua mentalidade financeira. Existem muitos livros sobre o tema, com preço bem em conta, que podem te ajudar nessa caminhada.

Mas se você quer aprender mais sobre como gerenciar suas finanças pessoais sem gastar nem um centavo, continue acompanhando o meu site e minhas redes sociais. Estou me dedicando muito para entregar sempre o melhor conteúdo para você.

Forjando competências

A crise do Covid-19 trouxe muitas novas perspectivas para as pessoas. O isolamento social, a crise econômica, o medo de ser mais uma vítima fatal da doença, ou ter uma vítima na família, e até mesmo perder um ente querido, fizeram com que as pessoas se superassem e mudassem suas rotinas. Também trouxe um novo significado sobre a vida, sobre os cuidados com a saúde, sobre a espiritualidade e sobre as finanças.

“É no fogo bem mais forte que se forja o aço bom.”

Essa é uma mensagem que ouvia muita durante a minha formação. Significa que são nas piores crises que nos superamos e nos tornamos mais fortes.

Por tudo isso, tenha em mente que as dificuldades que está passando hoje, está te preparando para enfrentar problemas maiores no futuro, ou seja, está te deixando mais forte.

Just keep walking!

Como Ganhar Dinheiro em Tempos de Crise

Muito se fala em economizar e investir, como questões centrais da Educação Financeira. Mas como disse, eu penso diferente!

Para mim, se você ganha menos que R$ 1.200,00 por pessoa por mês, você deve considerar antes de tudo melhorar sua renda.

Uma das formas para isso é diversificar suas fontes de renda. Ter não só um plano B. É preciso ter um plano B, C, D e quantos mais forem possíveis.

Durante nossa conversa, eu te falei que em situações de crise como a que estamos passando, possuir várias fontes de renda é a melhor proteção financeira que você pode ter. Se uma delas vai mal, as outras te ajudam a se manter. É a mesma ideia da carteira de investimentos, mas no caso é uma carteira de fontes de renda.

Por isso, minha abordagem é diferente. Como Educador Financeiro, dedico boa parte dos meus conteúdos para ensinar as pessoas a ganhar dinheiro, de diversas formas.

Uma das formas de ganhar dinheiro que mais gosto de ensinar e que também está em alta no momento, além de ser considerada uma das profissões do futuro, é o Marketing Digital.

 Juntos faremos um Brasil mais forte! Um grande abraço.

Para destacar o poder do Marketing Digital, posso citar duas empresas que talvez você conheça: Google e Facebook. Já ouviu falar, né? Pois é... As duas empresas estão entre as Top 10 do Ranking das Empresas Mais Valiosas do Mundo, sendo que o Google está em segundo lugar e o Facebook em sétimo. E quase 100% dos seus faturamentos vêm de anúncios. Isso quer dizer que essas duas empresas se tornaram as empresas mais valiosas do mundo sem vender nenhum produto físico nem digital. Tudo o que elas vendem são espaços publicitários.

Achou interessante? Então saiba que os anúncios são apenas uma das estratégias de Marketing Digital que você pode aplicar no seu negócio. Em meio a qualquer crise, as empresas investem mais em marketing, procurando clientes para manter seus negócios. E o marketing digital é a ferramenta mais usada, uma vez que, na era dos smartphones, praticamente todas as pessoas já estão conectadas.

Outro motivo para eu te recomendar o Marketing Digital é que tenho um bom conhecimento sobre o assunto. Inclusive, esses conhecimentos me ajudam a propagar a mensagem da Educação Financeira para mais e mais pessoas. Além disso, os conhecimentos de marketing digital me ajudaram a encontrar meu propósito de ajudar no desenvolvimento do nosso país ensinado as pessoas a gerar riqueza por meio da educação financeira e do empreendedorismo.

Se você tem facilidade em trabalhar pela internet, você pode descobrir no Marketing Digital uma excelente fonte de renda. E até mesmo construir várias fontes de renda com ele.

Também é um excelente meio de colocar seu propósito em ação, assim como estou fazendo. E ainda ser remunerado por isso.

Se a ideia te agrada, você precisa de conhecimento na área. Existem vários cursos no mercado, mas nenhum deles é tão bom quanto o Fórmula Negócio Online do Alex Vargas. É o curso mais completo que você vai encontrar na internet sobre o assunto.

Nesse curso, o Alex Vargas explica detalhe por detalhe de como montar uma estrutura de Marketing Digital no mercado do zero, mesmo que você não saiba nada sobre o assunto ainda. Tem de tudo! Sites, Blogs, Instagram, Facebook, YouTube e muito mais.

Sinceramente, acho até que é um curso muito completo pelo valor que ele cobra. Como educador financeiro, posso te garantir que vale a pena o investimento, principalmente se comparar com o retorno que ele pode te trazer.

Conclusão

Nesta publicação, eu te contei algumas formas para gerenciar suas finanças pessoais em momentos de crise.

A primeira coisa a se fazer, é estruturar suas finanças pessoais. Eu recomendo fazer isso por meio da Estrutura GPIM de Educação Financeira, que conta com 3 pilares e 1 alicerce para deixar suas finanças de pé.

  • Ganhar dinheiro (1º Pilar)
  • Poupar dinheiro (2º Pilar)
  • Investir dinheiro (3º Pilar)
  • Mentalidade Financeira (Alicerce)

Em seguida, você deve adequar essa estrutura à situação da crise que estiver vivenciando. Geralmente, na maioria das crises, você precisa:

  • Ganhar dinheiro considerando, se possível, seu propósito.
  • Diversificar suas fontes de renda. Quanto mais fontes, melhor.
  • Identificar e substituir fontes de renda que podem sofrer com a crise.
  • Reduzir os gastos livres para aumentar a Reserva Financeira, adotando a regra DVSD.
  • Monitorar os Gastos e eliminar desperdícios
  • Evitar empréstimos e gastos no cartão de crédito, para não se endividar.
  • Ser mais cauteloso nos investimentos.
  • Proteger patrimônio investindo em proteções (ouro e dólar).
  • Construir ou aumentar sua Reserva Financeira.
  • Entender a extensão da crise, verificando quais pontos da sua vida financeira ela pode atingir.
  • Ser proativo (se movimentar para uma melhor posição o quanto antes).
  • Fortalecer-se emocionalmente.
  • Fortalecer-se espiritualmente.

Depois, te mostrei as tendências da atual crise do coronavírus, seja para ganhar, poupar e investir dinheiro, bem como para desenvolver sua mentalidade financeira. Assim, utilizando a Estrutura GPIM, você pode descobrir as tendências de qualquer crise e como usá-las em benefício das suas finanças.

Por fim, olhando para as tendências, fiz uma recomendação bem específica para você ganhar dinheiro durante a crise. Essa recomendação é o Marketing Digital, que serve não só para a crise do coronavírus, mas para qualquer crise que você encarar pela frente. Para iniciar um negócio do tipo, também recomendei que você fizesse o curso Fórmula Negócio Online, o melhor curso de marketing digital que eu conheço.

Essas foram as dicas que eu queria te passar. Claro, que essas estratégias não são engessadas e você pode adaptá-las conforme sua realidade e seus conhecimentos financeiros.

Recomendo que você continue acompanhado outras informações que colocarei no Portal Dinheiro Site, principalmente nessas situações de crise. Também enviarei novidades por e-mail.

Por fim, quero te fazer uma pergunta. Tem alguma coisa que você quer saber que eu não coloquei aqui? Sinta-se à vontade para me enviar dúvidas e sugestões sobre o assunto pelo e-mail [email protected]. Gostaria muito de saber sua opinião, bem como poder ajudar com mais alguma coisa.

Cláudio Silva

Sou Especialista em Educação Financeira e tenho como missão pessoal ajudar o Brasil sair da pobreza, ensinando as novas gerações construir riqueza.

Cláudio Silva

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