Estrutura GPIM de Educação Financeira


Introdução

A estrutura GPIM de Educação Financeira é baseado em meus estudos, pesquisas e aprendizados sobre finanças pessoais e comportamentais. Diferente de outras teorias sobre o assunto, o GPIM é mais do que um método, pois trata-se de uma estrutura.

Com eu disse, a forma como você se relaciona com o dinheiro tem muito mais haver com o seu comportamento, suas crenças, seus hábitos, do que o método como você gerencia suas finanças.

O que estou querendo dizer, é que o método financeiro que você utiliza para gerenciar seu dinheiro não adianta muita coisa se você tem um comportamento incompatível com o método.

Ou seja, as contas matemáticas e sua planilha financeira não é o mais importante para ter sucesso financeiro. O mais importante é o comportamento que você utiliza para ganhar, poupar e investir dinheiro.

Depois de estudar diversos especialistas sobre o comportamento humano, desde psicólogos, economistas e neurocientistas, descobri que o nosso comportamento é definido por nossa estrutura mental.

Isso quer dizer que o seu comportamento em relação ao dinheiro hoje é definido por uma estrura mental formada desde sua infância. Trata-se de uma estrutura física, formada por bilhões de neurônios dentro do seu cérebro.

Se você é um motorista, deve se lembrar das dificuldades quando aprendeu a dirigir. Marcha, embreagem, direção, freio. Para realizar cada movimento, primeiro você pensava, depois executava. Ainda me lembro do meu pai falando para não olhar para a marcha: "Escute o barulho do motor, olhe pra frente, sinta a marcha!", dizia ele.

No começo é difícil fazer essas coisas. Mas depois, quando você se acostuma, tudo é feito naturalmente, sem pensar. A mesma coisa acontece para andar de bicicleta.

Aprender outra língua é também é um exemplo. No começo, primeiro traduzimos cada palavra, mentalmente, para depois falar. Mas para ter fluência, é preciso "pensar em inglês" como dizem os professores. E é verdade.

O que acontece nesses exemplos é que, no começo, a estrutura mental para esses comportamentos ainda não estão presentes no cérebro. Mas depois que a estrutura mental é "instalada" no seu cérebro, as coisas acontecem de forma automática.

O mesmo ocorre com o seu comportamento financeiro. A sua situação financeira atual é reflexo dos seus comportamentos, e seus comportamentos refletem a sua estrutura mental instalada em seu cérebro.

A boa notícia é que se as coisas não estão indo do jeito que você gostaria, é possível dar uma nova direção, criando uma nova estrutura mental financeira. É o que vamos fazer com a Estrutura GPIM de Educação Financeira.

Educação Financeira e Situações Financeiras

Antes de prosseguirmos para a estrutura, preciso te mostrar alguns conceitos importantes para alinhar nosso entendimento.

O que é Educação Financeira? (minha definição)

Educação Financeira é saber gerenciar as finanças pessoais, de maneira a maximizar os ganhos e minimizar as perdas e desperdícios, com a finalidade de utilizar o dinheiro para viver bem consigo mesmo, com seus familiares e com a sociedade.

O que são Situações Financeiras?

Uma Situação Financeira consiste no estado atual das finanças pessoias de uma pessoa ou família, podendo ser 4 situações:

1 - Endividamento Financeiro

É o caso de pessoas que gastam mais do que ganham e por isso têm dificuldade de realizar o pagamento em dia de suas contas.

Apesar de muitos serem causados por descontrole financeiro, existem ainda aqueles que estão em situação de desemprego, empreendedores com dificuldades nos negócios e profissionais liberais com pouca demanda de clientes.

No Brasil, é um problema crônico e preocupador, pois essa situação afeta diversas áreas da sociedade.

As pessoas que não conseguem pagar suas contas em dia são consideradas inadimplentes e são negativadas nos sistemas de crédito.

Mas além de não poder tomar crédito, o principal problema são as questões sociais como divórcio, desemprego, criminalidade e até suicídios causados pela inadimplência. No Brasil há cerca de 63 milhões de pessoas nessa situação.

2 - Sustentabilidade Financeira

Sustentabilidade Financeira ocorre quando uma pessoa tem o controle sobre suas receitas e despesas, de modo que o saldo final entre elas não seja negativo ao longo do tempo.

A pessoa que é financeiramente sustentável honra com seus compromissos e evita endividar-se. E no caso de contrair alguma dívida, paga as mesmas em dia, não se tornando inadimplente.

3 - Independência Financeira

Independência Financeira acontece quando uma pessoa não precisa produzir ativamente nem depender de terceiros para obter os recursos que financiam sua qualidade de vida, uma vez que esses recursos são provenientes de ativos que geram renda passiva.

Assim, a pessoa que é independente financeiramente adquiriu ao longo de sua vida ativos que produzem receita de forma automatizada, não precisando mais trabalhar em troca de um salário para manter o seu padrão de vida.

São exemplos desses ativos, dentre outros:

  • Negócios próprios administrados por pessoas contratadas;
  • Imóveis alugados;
  • Terras arrendadas;
  • Ações na Bolsa de Valores de empresas que distribuem dividendos;
  • Fundos de Investimentos Imobiliários que distribuem renda aos seus cotistas.

É importante destacar que uma pessoa pode ter independência financeira mesmo tendo uma qualidade de vida mais baixa. Por exemplo, uma pessoa que vive com o aluguel de um imóvel no valor de R$ 2.000,00 e não trabalha, consegue manter seu padrão de vida, de forma sustentável e independente, mas terá limitações de consumo.

4 - Liberdade Financeira

Liberdade Financeira é a situação de uma pessoa que possui um padrão de vida elevado com nenhuma ou poucas limitações de consumo. E essas limitações, quando existem, são limitações de consumo de itens mais luxuosos, não de necessidades pessoais.

A pessoa que possui liberdade financeira tem recursos suficientes para adquirir itens e serviços que ampliam muito sua qualidade de vida, como casas na praia, viagens ao exterior, carros de luxo, sem impactar seu orçamento.

É o estado desejável da maioria das pessoas, mas poucas são aquelas que chegam neste nível, pois exige anos de muito trabalho e dedicação, bem como de conhecimento sobre Educação Financeira.

As 4 Situações Financeiras (Resumo)

1

Endividamento Financeiro

Sua Renda não dá para viver.

Renda Ativa

Gasta mais do que ganha.

R < D

2

Sustentabilidade Financeira

Vive da Renda do seu trabalho.

Renda Ativa

Gasta tudo do que ganha.

R = D

3

Independência Financeira

Vive de Renda.

Renda Passiva.

Gasta tudo que ganha.

RP = D

4

Liberdade Financeira

Vive de Renda.

Renda Passiva

Gasta menos do que ganha.

RP > D = RP∞

R = Receitas

D = Despesas

RP = Renda Passiva

RP∞ = Renda Passiva Infinita

Objetivos da Educação Financeira

Se você está aqui procurando informações sobre Educação Financeira, provavelmente você está querendo melhorar sua situação financeira.

E é isso que vou te mostrar agora. Entendendo a diferença entre Endividamento, Sustentabilidade, Independência e Liberdade Financeira, podemos traçar uma sequência de objetivos a serem conquistados por meio da Educação Financeira.

Em linhas gerais, o primeiro passo é identificar sua Situação Financeira atual. E seu principal objetivo é alcançar uma Situação Financeira melhor.

Dentro dessa lógica, podemos definir 3 Objetivos Financeiros que você pode perseguir, conforme o seu caso.

Objetivo 1 (O1): Atingir a Sustentabilidade Financeira

Para quem está na Situação de Endividado, o primeiro objetivo é sair dessa situação de Endividado para a situação de Sustentabilidade.

Nesse objetivo, queremos que suas receitas e despesas mensais sejam equilibradas, sem endividamento, nem por consumismo, nem por empréstimos.

Para alcançar esse objetivo é necessário adequar seu padrão de vida à sua receita R = D.

Resumindo, o O1 é sair do modo R < D para R = D.

Objetivo 2 (O2): Atingir a Independência Financeira

Se você já alcançou o primeiro objetivo, então é hora de buscar a Independência Financeira.

Como vimos, ter Independência Financeira significa pagar todas as suas despesas mensais e anuais por meio de uma Renda Passiva.

Não importa se você tem uma despesa média mensal de 1.000,00 ou 10.000,00 reais. Para ser financeiramente independente e viver de renda, você precisa construir uma Renda Passiva que cubra essas despesas.

Claro que quanto maior forem suas despesas, maior será a dificuldade em construir sua Renda Passiva.

Existem dois caminhos para construir uma Renda Passiva:

  • Investir em Ativos Financeiros que paguem Renda ou Dividendos regularmente.
  • Investir em um Negócio Próprio.

Como podemos ver, em ambos os casos é necessário investir dinheiro. E para investir, sua renda tem que ser maior que suas despesas, para que você tenha recursos para investir.

Resumindo, o O2 é sair do modo R = D para R > D, aplicar essa diferença até atingir RP = D. 

Objetivo 3 (O3): Atingir a Liberdade Financeira

Ter Liberdade Financeira é um sonho da maioria das pessoas. Siginifica ter dinheiro suficiente para viver sem pensar em dinheiro.

Quando sua Renda Passiva é igual suas Despesas (RP = D), você possui Independência Financeira. 

Mas quando sua Renda Passiva é maior que suas Despesas (RP > D), você está caminhando para a Liberdade Financeira.

Esse é o momento em que aplico o conceito de Renda Passiva Infinita (RP∞). Ao reinvestir a "sobra" da Renda Passiva que você não gastou em um mês, ela aumenta o valor da Renda Passiva do mês seguinte. E isso acontece sucessivamente.

A RP∞ somente pode ser conquistada pelo Empreendedorismo de Escala ou pelo Investimento com Juros Compostos de Longo Prazo.

Empreendedorismo de Escala é um negócio cujo produto tem a capacidade de alcançar milhares ou milhões de pessoas, expandindo-se para diversos territórios em pouco tempo. Ex: Microsoft, Google, Ford, Apple, Netflix.

Investimento com Juros Compostos de Longo Prazo é um patrimônio construído por mais de 30 anos, com aportes constantes e crescentes, bem como com o reinvestimento dos juros, dividendos, renda etc. 

Ambos investimentos fizeram (e ainda fazem) muitas pessoas milionárias. Com um patrimônio alto, elas têm condições de viver de renda passiva com altos valores mensais, bem como aproveitar outros investimentos para aumentar seu patrimônio (o famoso “dinheiro chama dinheiro”).

A Estrutura GPIM de Educação Financeira

Como vimos até aqui, para atingir um dos Objetivos Financeiros acima e mudar de uma Situação Financeira para outra, é necessário parar de seguir métodos aleatórios e começar a estruturar sua mente financeira.

Para te ajudar nessa tarefa, criei a Estrutura GPIM de Educação Financeira. Parece complicado, mas não é.

Na verdade, nosso cérebro é programado para economizar energia e, quanto mais simples for a aprendizagem, mais fácil ele aprenderá.

Por isso, a partir de agora, sua vida financeira estará estruturada em por 4 "letrinhas": GPIM. Cada letra é um caminho mental que forma sua estrutura financeira.

Cada um delas reprensenta um tópico importante das suas finanças. Cada uma delas representa uma "caixa" dentro da qual estarão algumas atividades que te ajudarão a mudar sua situação financeira.

Veja, então, o siginificado de GPIM:

  • G - Ganhar Dinheiro
  • P - Poupar Dinheiro
  • I - Investir Dinheiro
  • M - Mentalidade Financeira

Se você achou simples e óbvio demais, então eu atingi meu objetivo. Assim como tudo na vida, na Educação Financeira não é diferente. Quanto mais complicado de entender, mais difícil será para colocar em prática.

Embora seja óbvio, a maioria das pessoas não executa bem essa estrututura. Confesso que eu também não executava, até pouco tempo atrás.

O primeiro motivo para as pessoas terem dificuldades em organizar suas finanças é não entender que seu comportamento pode estar indo contra o próprio bolso.

Esse comportamento destrutivo, é promovido inconscientemente pela estrutura mental financeira. Ou seja, a maioria das pessoas estão programadas para perder dinheiro.

É incrível as pessoas acharem a Estrutura GPIM óbvia, mas ao mesmo tempo estarem em uma situação financeira desconfortável.

Isso acontece porque, apesar de entenderem que ganhar, poupar e investir dinheiro, bem como ter uma boa mentalidade financeira fazem parte da educação financeira, não têm esses conceitos como uma estrutura mental.

Isso faz com que as pessoas com problemas financeiros misturem esses conceitos, como se fossem uma coisa só. Na verdade, esses 4 conceitos são temas diferentes que, juntos, formam sua Estrutura Financeira.

Assim, a medida que você entende que sua Educação Financeira é formada por uma estrutura formada de 4 conceitos distintos que se relacionam, você começa a colocar cada coisa no seu devido lugar.

Ganhar, poupar e investir dinheiro, com uma mentalidade financeira de sucesso.

Mas, assim como na engenharia, nossa estrutura é formada de pilares fixados em um alicerce.

Os 3 pilares são os 3 verbos: Ganhar, Poupar e Investir dinheiro. Atuam como colunas, que mantém toda a sua estrutura de pé.

O alicerce é formado pela Mentalidade Financeira. Todo pilar é fixado sobre um alicerce. Se esse alicerce é fraco, o pilar cai e toda a estrutura desmorona.

Mas se você desenvolve uma Mentalidade Financeira Forte, você cria condições para levantar pilares reforçados. Isso quer dizer que você vai ter condições de ganhar melhor, poupar melhor e investir melhor.

Entenda que a chave não está só no alicerce, enm só um pilar. A chave está na estrutura. Você precisa melhorar, diariamente, cada parte dessa estrutura.

Muitas pessoas quando procuram sobre Educação Financeira estão focadas em um só pilar: investir.

Isso acontece porque a história da Educação Financeira no Brasil foi (e ainda é) focada em investimentos.

Por isso, as pessoas acham que precisam investir na Bolsa de Valores para ganhar dinheiro. E acabam perdendo muito dinheiro com essa estrutura mental equivocada.

Na verdade, primeiro é preciso ganhar dinheiro. Depois devem aprender a poupar dinheiro. Só então terão recursos para investir.

Assim, a Estrutura GPIM de Educação Financeira vai te ajudar a estruturar sua mente financeira. Com a Estrutura GPIM você vai aprender que:

  • Primeiro é preciso Ganhar dinheiro (G). Quanto mais melhor. Também irá aprender a olhar de onde vem o seu dinheiro, não só para onde vai. Vai aprender o conceito de diversificação das fontes de renda. Você vai aprender que o primeiro pilar define todos os outros e que não há limites para ganhar dinheiro.
  • Segundo é preciso Poupar dinheiro (P). Ou seja, é preciso gastar menos do que ganha. Vai aprender que é preciso adequar o seu padrão de vida de maneira que você separe um dinheiro para a aposentadoria (10%), outro para seus sonhos (10%), pague os seus custos fixos (60%) e tenha dinheiro para gastos livres de culpa (20%). Tudo isso utilizando a Regra 10-10-60-20 (DDSV).
  • Terceiro é preciso Investir dinheiro (I). O dinheiro que você separou para sua aposentadoria e seus sonhos. Nada de deixar dinheiro debaixo do colchão, nem na poupança, ou a traça (também conhecida como inflação) come. Aqui você vai aprender a emprestar seu dinheiro para os bancos, empresas e o governo, e receber juros por isso. Também vai aprender a importância de montar uma carteira de investimentos e a ação do tempo sobre seus rendimentos, bem como fazer proteções para o seu patrimônio.

Esses são os 3 pilares da Educação Financeira. Com a estrutura GPIM, você vai aprender que não basta focar em apenas um pilar. Além disso, vai aprender que é um erro começar com o 2º ou 3º pilar. Vai começar a gerenciar seu dinheiro. 

Comece a analisando o 1º pilar, entendendo como você ganha dinheiro, se há oportunidades para ganhar mais e o que você tem que fazer para isso acontecer.

Em seguida, estude como poupar dinheiro e adequar seu padrão de vida na regra DDSV. Só depois comece a aprender e praticar o 3º pilar, investir dinheiro.

Para formar a estrutura, os 3 pilares deverão estar de pé e fincados em um alicerce: a Mentalidade Financeira. Para cada pilar, você deverá aprender coisas novas, novos hábitos e pensamentos. Você precisará desenvolver uma mentalidade para ganhar dinheiro, outra para poupar e outra para investir. Sem essa base, esse alicerce, os pilares não ficam de pé e a estrutura desmorona.

Ou seja, a Estrutura GPIM de Educação Financeira serve para você ter uma visão completa dos conceitos que compõem suas finanças pessoais. Vai muito além do que os diversos métodos que encontramos pela internet, seja dos mais renomados gurus ou de youtubers curiosos. Aliás, todos os métodos ensinados podem ser facilmente encaixados dentro da estrutura GPIM. E usaremos alguns desses métodos para desenvolver os pilares.

Se você leu até esse ponto, você já está criando uma estrutura mental para suas finanças pessoais.

Para colocar em prática, a partir de agora, classifique tudo que você ouvir ou fazer relacionado à finanças pessoais e educação financeira, em um dos 4 conceitos da estrutura GPIM.

Faça, mentalmente, como se estivesse colocando cada assunto dentro de uma caixa. Tenho certeza que nada ficará de fora e que cada assunto terá sua caixa específica.

A seguir quero aprofundar um pouco mais nossa estrutura, detalhando cada um dos 4 conceitos da estrutura GPIM.

Ganhar Dinheiro - O Primeiro Pilar

É incrível como a maioria dos educadores financeiros que eu vejo pela internet não aborde esse assunto.

Sem o primeiro pilar - ganhar dinheiro, não há Educação Financeira.

É óbvio! Mas existem alguns detalhes importantes sobre esse tema, que podem não ser tão claros assim.

Para ganhar dinheiro de forma consistente, você deve seguir 3 passos:

  1. Definir e monetizar seu propósito de vida
  2. Adquirir conhecimento
  3. Executar o trabalho

Definir e monetizar seu propósito de vida

Podemos dizer que propósito é um motivo pessoal que dá sentido à sua vida. É um sentimento intrínseco, ou seja, não depende do meio externo para incentivar o indivíduo a fazer algo. O propósito de uma pessoa não tem o fim em si mesma, mas tem o objetivo de impactar o meio em que vive em um determinado tema, no intuito de transformar uma realidade e deixar um legado.

Além de trazer sentido para a vida pessoal, o propósito influencia as decisões e o comportamento do indivíduo, relacionando-se ainda com seus valores e crenças.

As pesquisas mais recentes mostram que as pessoas que têm um propósito definido têm mais sucesso nos negócios. Isso porque essas pessoas aprenderam a monetizar seus propósitos, ou seja, trabalhar diretamente com o seu propósito, ganhado dinheiro para isso.

“Quem gosta do que faz está sempre de férias”. Essa máxima muitas vezes é usada com uma certa ironia e brincadeira dentro do ambiente de trabalho. Mas para quem trabalha com propósito, é uma frase verdadeira.

Como exemplo, imagine uma pessoa que tem como seu propósito salvar vidas. Essa pessoa pode trabalhar com seu propósito se for um médico, ou um bombeiro. Provavelmente essa pessoa terá muito sucesso no seu trabalho, e se saíra muito melhor do que um médico ou um bombeiro que trabalha somente pelo dinheiro ou pela segurança de um concurso público.

Outra consequência para uma pessoa que trabalha com seu propósito é que ela será muito mais feliz. Não sentirá tanto as pressões do trabalho, reduzindo os sintomas de estresse e Burnout. Não são poucas as pessoas em que os problemas do trabalho afetam sua saúde, trazendo consequências não só para o indivíduo como também para sua família.

E é fato que as pessoas que trabalham mais felizes ganham mais dinheiro. Por isso, o primeiro passo para ganhar dinheiro é definir seu propósito de vida. Saber para onde quer ir é o primeiro passo para uma caminhada de sucesso.

Não queremos que você ganhe dinheiro e perca sua saúde ou sua vida. É preciso alinhar as duas coisas. Ou seja, dinheiro não traz felicidade. A felicidade é que traz dinheiro.

Para definir seu propósito é necessário autoconhecimento. E uma das coisas que você precisa conhecer bem é de onde vem o seu dinheiro. Veja a seguir 3 dicas para trabalhar com seu propósito.

Identificar suas Receitas (De onde vem o meu dinheiro?)

Antes de iniciar sua caminhada financeira junto com seu propósito, é necessário entender sua situação atual.

Primeiro, é preciso identificar de onde estão vindo suas receitas. Quantas fontes de renda você tem? Quais são elas? Ou seja, você precisa se perguntar: de onde vem o meu dinheiro?

Em segundo, verifique se alguma fonte de renda já está relacionada ao seu propósito de vida. Se não, fique tranquilo. Nesse caso, considere que a sua fonte de renda atual será a ponte para te levar ao seu propósito. Planeje, de forma responsável, uma transição de carreira em que o resultado final seja você ter como sua fonte de renda principal o trabalho com seu propósito.

Terceiro, se você tem apenas um fonte de renda, busque alternativas para diversificar suas fontes de renda. A maioria das pessoas tem apenas uma fonte de renda. Outras possuem uma fonte de renda principal, como o trabalho, e outras fontes complementares, como o aluguel. Quanto mais fontes de renda, melhor.

Aqui há um ponto importante, preste muita atenção! Poucos são os educadores financeiros que tocam no assunto da diversificação de fontes de receitas. Mas o fato é que a diversificação das fontes de receita é uma das melhores proteções que você terá no caso de interrupção de alguma receita. Considero ser tão importante quanto a Reserva Financeira.

Assim como a diversificação na carteira de investimentos, caso alguma receita diminua ou seja interrompida, você ainda poderá contar com as demais receitas. Dessa forma, o impacto na sua Reserva Financeira será bem menor, ou até nula, dependendo do caso.

Monetizar seu propósito

Se você tem um propósito e ainda não ganha dinheiro com ele, então você precisa aprender a monetizá-lo. Existem várias formas de ganhar dinheiro com seu propósito, e a forma como vai fazer isso vai depender das suas competências e do tipo de propósito que você decidiu viver.

Atualmente, uma das formas mais usadas para ganhar dinheiro enquanto vive seu propósito é por meio do Marketing Digital. É o caso de blogueiros, youtubers e influenciadores.

O conhecimento do Marketing Digital permite que essas pessoas transmitam sua mensagem há uma grande quantidade de pessoas, ao mesmo tempo que amplia as possibilidades de monetização. Como também permite criar várias formas de monetizar um mesmo conteúdo, também é ideal para diversificar suas fontes de renda.

Mas a decisão da forma de monetizar seu propósito é sua. Pense bem e tome a decisão que faça mais sentido para você

Construir Renda Passiva

Outra coisa que você deve considerar enquanto pensa no seu propósito, é construir fontes de Renda Passiva.

Renda Passiva significa estar em condições de ter receitas mesmo sem estar presente, por ter construído um sistema que funciona no automático.

Um bom exemplo de uma Renda Passiva com propósito é escrever um livro. Um autor tem um grande dispêndio de energia e trabalho enquanto escreve a obra, mas depois que ela é lançada e atinge um certo nível de visibilidade e sucesso, as vendas dos livros ocorrem no automático. As vendas ocorrem mesmo que o autor esteja de férias, ou já esteja escrevendo um novo livro e criando uma nova fonte de renda. Alguns autores de sucesso vendem livros mesmo depois de falecidos, e a renda permanece para os herdeiros.

Voltando ao Marketing Digital, você também pode construir renda passiva por meio dele, seja escrevendo e-books como este, ou fazendo vídeos para o YouTube. Qualquer conteúdo que você crie na internet pode ser monetizado e transformado em Renda Passiva.

Adquirir Conhecimento

Vivemos na Sociedade do Conhecimento, em que a principal riqueza não é mais a terra do período colonial nem os meios de produção da Era Industrial, mas o conhecimento é o maior valor na Era da Informação.

Após definir seu propósito de vida é necessário estudar sobre os temas relacionados, para então poder trabalhar com ele e entender como é possível monetizá-lo. Por exemplo, Uma pessoa que tem como propósito salvar vidas, terá que estudar muito para ser um médico ou um bombeiro.

Quanto mais estudar, maiores serão as oportunidades de gerar conhecimento e maiores serão as oportunidades de ganhar dinheiro. Mas é um investimento que vale a pena, e será menos penoso, à medida que mais alinhado estiver com seu propósito.

Outro ponto é que a aquisição de conhecimento não deve se limitar a um período apenas, mas deve ser contínuo. O mundo está em constante mudança e parar de estudar significa não estar preparado para o futuro.

Executar o Trabalho

O terceiro passo para ganhar dinheiro é colocar a mão na massa, literalmente. Não há atalhos para o sucesso. A pessoa que, conforme o exemplo, teve como propósito salvar vidas, se formou como médico ou bombeiro, agora deve começar a executar seu propósito salvando vidas em um hospital ou no meio de um incêndio.

A partir de então você começará a ganhar dinheiro, trabalhando com o que gosta, favorecendo sua saúde física e mental.

Poupar Dinheiro - O Segundo Pilar

É ótimo quando você encontra o caminho para ganhar dinheiro, principalmente se estiver relacionado ao seu propósito.

Mas não adianta você ganhar todo dinheiro do mundo, se você gastar mais do que ganha.

E pior do que gastar mais do que você ganha, é gastar a mesma coisa que você ganha. Parece estranho, mas não é.

Quando você gasta mais do que ganha, o endividamento vai te forçar a correr atrás de uma solucão.

Mas quando você gasta o mesmo que ganha, você não se dá conta que está em grande risco. É uma doença silenciosa que, quando menos esperar, pode te levar a falência.

Por isso, também é preciso aprender a poupar dinheiro.

A seguir vou te mostar os 3 passos que vão te ajudar a começar a poupar dinheiro:

  1. Preparar para a aposentadoria
  2. Definir Sonhos
  3. Elaborar o Orçamento

Preparar para a Aposentadoria

A aposentadoria não é só um sonho, mas uma necessidade real. Por isso ela está separada dos sonhos, que é o próximo tópico.

Primeiro é preciso entender que a velhice é um fato para todos nós, a menos que você morra, e com certeza você não quer isso. O normal é você envelhecer primeiro.

E esse é um momento delicado, pois todos nós teremos a saúde e a vitalidade enfraquecidas. E isso traz novas necessidades financeiras, tendo em vista a utilização de remédios e maiores consultas ao médico. E você não poderá contar com a mesma força da juventude para trabalhar para cobrir esses gastos.

Outro fato importante, é que estamos vivendo mais. A expectativa de vida no Brasil e no mundo tem aumentado continuamente. Isso quer dizer que quanto mais novo você for, maiores as chances de você viver mais.

Levando em conta esses dois fatos (os cuidados com a saúde e o aumento na expectativa de vida), concluímos que você terá um longo período de aposentadoria, com novas necessidades financeiras e com menos vitalidade para o trabalho.

Por isso, você deve se começar a se preparar o mais cedo possível, separando uma parte dos gastos da juventude para ser usada na velhice. Essa deve ser a sua primeira retirada.

Mas o que acontece é que olhamos primeiro para os nossos gastos e pensamos: Se der eu guardo alguma coisa. Um outro pensamento muito comum é: “e se eu morrer amanhã?”, na tentativa de justificar um gasto além do planejado.

A resposta típica para essa pergunta é outra pergunta: “e se você não morrer amanhã?”. Você terá dinheiro suficiente para se sustentar na sua velhice?

Nos dias atuais, temos visto que não podemos confiar no governo para assegurar a nossa velhice. Assim, confiar no INSS ou algum Regime Próprio da Previdência de qualquer carreira pública, é extremamente perigoso.

Vivemos em um mundo VUCA, e tudo muda muito rapidamente. Não confie que terá direito adquirido no futuro.

Faça você mesmo a sua previdência!

Definir Sonhos

Como Educador Financeiro, aprendi que não vivemos somente para trabalhar e pagar boletos e contas. Claro que essas coisas são importantes, mas devemos usar parte do dinheiro que ganhamos para realizar nossos sonhos.

Definir sonhos é essencial para se ter sucesso no planejamento financeiro. São os sonhos que irão você manter a linha e ter disciplina para executar seu planejamento. Muitas serão as tentações que você irá enfrentar no meio do caminho, e saber de forma bem definida quais são os seus sonhos e de sua família será o maior incentivo para não cair em armadilhas.

Sonho é diferente de propósito. Enquanto o propósito objetiva a sociedade, o sonho tem objetivo satisfazer um desejo pessoal. Outra diferença é que propósito não tem fim, não tem um ponto final, ou seja, ele é contínuo ao longo do tempo. Já o sonho é algo a ser realizado ou conquistado.

Por isso, entendemos que o propósito deve estar no pilar de ganhar dinheiro, e não os sonhos. Os sonhos nos motivam a poupar dinheiro, ou seja, o segundo pilar. É uma diferença sutil, mas muito importante.

Para definir um sonho, é necessário saber quanto ele custa e em quanto tempo será possível realizá-lo. A partir desses dois dados pode-se transformar cada sonho em um projeto. E então, dividindo o valor do projeto (sonho) pelo tempo, é possível determinar qual o valor será necessário separar no orçamento para realizá-lo.

É importante que você tenha projetos de curto, médio e longo prazo. Também é importante ter pelo menos um projeto para cada um desses prazos em seu orçamento. Desta forma você consegue equilibrar sua vida com realizações constantes, sem perder de vista os projetos de longo prazo. Considere 1 ano para o curto prazo, até 10 anos para o médio prazo e acima de 10 anos para o longo prazo.

Se você não mora sozinho e compartilha as despesas do lar com mais pessoas, saiba que é muito importante incluir a família na definição dos sonhos. Estabelecer os sonhos em família traz motivação para todos, e todos cooperam para diminuir as despesas em prol dos sonhos.

A poupança para a realização de sonhos deve vir logo após a aposentadoria e antes das despesas no orçamento. Como disse no início, não é saudável viver para pagar contas. Ter realizações e conquistas é imprescindível para sua saúde emocional e mental.

Ao tomar conhecimento da Estrutura GPIM de Educação Financeira, é possível que você se encontre com dívidas em andamento. E se libertar de dívidas também é um sonho. Se esse é o seu caso, inclua as dívidas de financiamento imobiliário, carro e empréstimos na lista de seus sonhos. De acordo com a quantidade de parcelas a vencer, classifique-as em sonhos de curto, médio e longo prazos.

Doações, dízimos e ofertas também podem fazer parte dos seus sonhos e podem/devem ser colocadas como sonho número 1, ou separadas antes (o líquido do líquido).

O líquido do líquido é um método que utilizo para fazer meu orçamento e que tenho recomendado para pessoas que doam de forma altruísta para diversas causas. Vamos dizer que seu salário líquido é 10 mil reais. Se você doa 1 mil reais por mês, o líquido do líquido seria 9 mil reais. As demais separações, como a regra DDSV que falarei logo abaixo será calculada em cima dos 9 mil restantes, e não sobre os 10 mil iniciais.

Este tipo de cálculo não é obrigatório, mas, como disse, é recomendado para pessoas cuja Inteligência Financeira Espiritual tenha grande influência sobre a vida da pessoa. Falarei mais sobre esse tópico quando tocar no tema do alicerce da estrutura.

Elaborar o Orçamento

Uma grande dificuldade para a maioria das pessoas quando se fala em controle financeiro é a elaboração do orçamento doméstico.

Muitas pessoas têm dificuldades com planilhas, outras acham chato. E isso é uma verdade.

No entanto você precisa saber que a elaboração de orçamento doméstico (ou pessoal ou familiar) é de suma importância para o gerenciamento das suas finanças. Assim, posso elencar algumas serventias do orçamento:

Identificar a situação atual (para onde vai meu dinheiro?):
Ao elaborar o orçamento, é possível saber onde você gasta mais e quanto, separando por categorias e outras classificações importantes. Assim você terá uma visão ampla e completa da sua vida financeira, para poder começar a mudar.

Adequar padrão de vida

Para adequar seu padrão de vida de maneira que você consiga investir na aposentadoria, realizar sonhos de curto, médio e longo prazos, pagar seus custos mensais e ainda ter dinheiro para pequenas extravagâncias, eu recomendo a Regra DDSV (Dez, Dez, Sessenta, Vinte).

A Regra DDSV estabelece a seguinte divisão da renda mensal:

  • 10% aplicada na aposentadoria;
  • 10% aplicada na realização de sonhos (projetos);
  • 60% nos custos de padrão de vida;
  • 20% para gastos livres de culpa.

Considerando a regra 10-10-60-20 (DDSV) você terá condições de verificar onde poderá reduzir seus gastos para se adaptar a regra. Assim você terá a tranquilidade de estar investindo em sua aposentadoria (10%), seus sonhos (10%), pagando suas contas fixas (60%) e tendo dinheiro para se divertir, livre de culpa (20%).

Imagine poder gastar 20% do seu salário livre de culpa! Depois que você guardou para a aposentadoria, seus sonhos e pagou seus gastos principais para sobreviver, você ainda tem dinheiro para curtir um pouco a vida, ir ao happy hour, gastar por sua conta. Como eu disse antes, você deve manter a sua moral elevada, sua mente saudável, para não se endividar, e essa é a função do gasto livre de culpa. Só não vale gastar mais que os 20% por mês. Por isso, gerencie bem seu orçamento!

E você não precisa fazer essa alteração de forma abrupta, de uma hora para outra. Você provavelmente vai precisar de 3 a 6 meses para atingir esse padrão. Isso porque irá reduzir seus gastos de padrão de vida de 100% do seus rendimentos para apenas 60%.

Mas fazendo seu orçamento mensal, você irá perceber que pode diminuir muitos gastos supérfluos e desperdícios. Geralmente, esses gastos somam 30% das despesas da casa, e ninguém percebe. Apenas comece e você verá que é possível.

No entanto, se você perceber que não consegue reduzir mais gastos e ainda assim não atingiu a regra DDSV, é sinal de que você precisa ganhar mais dinheiro. Volte ao primeiro pilar e busque uma renda adicional.

Eliminar desperdícios
Com o orçamento em mãos você vai poder visualizar todos os gastos e inclusive categorizá-los em essenciais, supérfluos, desperdícios. Com esses dados em mãos você poderá verificar os gastos essenciais, reduzir os supérfluos e eliminar os desperdícios.

Alguns exemplos de desperdício: pagar multas e juros por atraso no pagamento, comprar roupas e não usar, comprar comida e jogar fora. As ações para estes exemplos seriam se organizar para pagar as contas em dia, comprar menos roupas e menos comida. Elimine os desperdícios!

Identificar Erros

Errar é humano. E erramos muito na administração das nossas finanças pessoais. Tendo um orçamento financeiro em mãos, você terá condições de identificar esses erros com mais facilidade. É o caso dos exemplos dos desperdícios. Ao identificar que você está pagando multas e juros por atraso no pagamento, você identifica que está cometendo o erro de pagar após o vencimento, que pode ser corrigido com um simples lembrete no calendário do celular.

Possuir um Fluxo de Caixa

Um fluxo de caixa nada mais é que colocar suas receitas e despesas em um calendário. Serve para te dar uma projeção, identificando se o que vai receber vai ser suficiente para pagar as contas que vencerão. Para quem não tem pagamentos fixos, é essencial para prever a disponibilidade de dinheiro para honrar os próximos compromissos. Também é uma excelente ferramenta para programar os pagamentos anuais, tais como renovação de matrícula de escola, compra de material e livros didáticos e uniformes escolares, pagamento de IPVA, seguro do carro, viagem de férias, datas comemorativas. Ou seja, o orçamento doméstico pode ser utilizado como fluxo de caixa, dependendo do aplicativo ou planilha que utilizar.

Investir Dinheiro - O Terceiro Pilar

De nada adianta aprender a poupar dinheiro e não saber investir.

Imagine que você aprendeu a ganhar dinheiro com seu propósito e até conseguiu diversificar suas fontes de renda.

Em seguida aplicou os conceitos da Regra DDSV, conseguiu guardar dinheiro para sua aposentadoria e um grande sonho: comprar uma casa própria.

Mas se você deixou esse dinheiro guardado debaixo do colchão (ou mesmo em um cofre bem seguro), certamente o dinheiro que você guardou vale menos do que valia antes. Ou seja, você perdeu dinheiro.

Mas se você lembrou do que seus pais e avós diziam e guardou todo seu dinheiro na poupança? Bom, nesse caso, sinto dizer que você também perdeu dinheiro.

Perceba então que é primordial que você também tenha conhecimentos sobre investimentos e perca o medo de investir seu dinheiro.

Se você conquistou o primeiro e o segundo pilar, saiba que o terceiro é o mais fácil deles.

Veja a seguir os 3 passos que são primordiais para levantar o terceiro pilar da sua estrutura mental financeira:

  1. Escolher a Estratégia de Investimentos
  2. Montar as Carteiras de Investimentos
  3. Proteger seu Patrimônio

Escolher a Estratégia de Investimento

Estratégia 1: Aumentar Patrimônio

O Aumento de Patrimônio acontece quando você compra ativos por um determinado valor e os vende por um valor maior, obtendo retorno. Esse retorno positivo promoverá o aumento do seu patrimônio.

Mas fique atento! É importante descontar os custos da operação, taxas, imposto de renda e inflação do período para comprovar se realmente houve o retorno positivo naquela operação.

Estratégia 2: Criar Renda Passiva

A Renda Passiva acontece quando você compra um ativo que te dá o direito de receber um valor depositado diretamente em sua conta, chamada de juros sobre capital próprio e dividendos (no caso de ações), rendimento ou renda (no caso de Fundos Imobiliários) e Cupons Semestrais (no caso de Tesouro Direto).

A renda passiva acontece independente se o valor do ativo aumentou ou diminuiu. Assim, mesmo que o valor de uma ação caia por exemplo, a renda continua sendo depositada em sua conta periodicamente.

Estratégia 3: Carteira Mista

Como os ativos possuem características diferentes, existem estratégias de investimento que beneficiam mais o aumento de patrimônio, enquanto outras miram mais na renda passiva. Mas ainda existem estratégias mistas, que focam em ativos com bom potencial de crescimento e com bom histórico de pagamentos de dividendos, por exemplo.

Assim, você deve estar consciente dessas três estratégias e escolher a que mais lhe agrada. Em uma, poderá ver seu patrimônio aumentando mais, mas não terá nenhum rendimento. Na outra, você terá rendimento periódico, mas seu patrimônio aumentará mais devagar. Ou procurar um misto entre as duas, em que escolha ativos com possibilidade de valorização (aumento de patrimônio) e que pagam bons rendimentos, como é o caso dos Fundos Imobiliários e algumas ações.

Montar as Carteiras de Investimento

Carteira de investimentos é um conjunto de ativos financeiros (CDB, Tesouro Direto, Ações, Fundos Imobiliários, dentre outros) que compõem um volume de dinheiro que estão guardados para serem utilizados no futuro.

Para montar uma carteira de investimento é necessário:

Primeiro definir objetivos

Os objetivos são os sonhos que já foram definidos no 2º Pilar – Poupar Dinheiro e que foram transformados em projetos.

Segundo definir prazos

Os prazos também foram definidos junto com os sonhos, e se refere ao tempo em que se pretende realizar o sonho. Podem ser de curto, médio e longo prazos.

Terceiro definir ativos

Esse ponto é importante. Cada ativo financeiro possui uma característica de risco própria. Em regra geral, quanto maior o retorno, maior o risco e vice-versa. Assim, com o objetivo e os prazos definidos, você terá melhores condições de escolher que tipo de risco quer correr. Para prazos mais curtos, escolha ativos de baixo risco. Para prazos mais alongados, você pode escolher ativos com um risco maior.

Além disso, é interessante diversificar seus investimentos. Quanto mais diversificado, menores serão os riscos. No entanto, é necessário ter em mente que existem custos operacionais que podem se tornar maiores à medida que você aumenta a quantidade de ativos diferentes na sua carteira. Tenha isso em mente.

Proteger seu Patrimônio

Investir significa colocar parte do seu patrimônio em algum ativo financeiro que possui um determinado nível de risco. Na pior das hipóteses, queremos fazer nosso dinheiro render igual a inflação, para que a desvalorização não diminua seu patrimônio. Mas na maioria das vezes, queremos que ela renda acima da inflação, com a finalidade de aumentar o patrimônio. De qualquer forma, nosso patrimônio está em situação de risco.

Mas se isso te assusta, saiba que o maior risco é não investir. Guardar dinheiro debaixo do colchão, ou deixar parado na conta corrente ou poupança, é a certeza de perder patrimônio, constantemente. Mesmo que a inflação seja pequena, ela é real, e dinheiro parado desvaloriza.

Por isso, você deve aprender a investir e a administrar esses riscos. Uma boa forma de administrar os riscos é lançando mão de proteções.

A função de uma proteção é assegurar seu patrimônio caso algum acontecimento indesejado ocorra. E, invariavelmente, eles ocorrem.

Existem vários tipos de proteções e seguros. Segue a lista das mais comuns e conhecidas.

Reserva Financeira

A Reserva Financeira é uma reserva de dinheiro guardada para ser usada em emergências financeiras (gastos com saúde, hospitais, manutenções de urgência de moradia, dentre outras) ou em oportunidades de aquisições, negócios e investimentos. Por isso ela também é conhecida como Reserva de Emergência ou Reserva Estratégica.

A Reserva Financeira, deve ser investida em um ativo com alta liquidez e de baixo risco, sem variações de valor. O único objetivo é que ele seja corrigido pela inflação, para não perder seu valor. Assim, estará pronto para ser utilizado a qualquer momento.

A Reserva Financeira protege seu patrimônio por evitar a necessidade de vender ativos em condições desvantajosas, provocada pela urgência em fazer aquele ativo virar dinheiro rapidamente para ser utilizado na emergência ou na oportunidade. Vender casas, carros ou até ativos financeiros nessas situações podem causar grandes perdas no seu patrimônio, pois a necessidade fará você vender seus ativos abaixo do valor de mercado.

Também evita endividamentos, ou seja, aqueles empréstimos que você contrai para pagar contas que não estavam previstas. Quando você faz um empréstimo, você cria um Passivo (cria uma dívida) que diminui o seu patrimônio líquido. E ainda paga juros por isso.

Para montar sua Reserva Financeira, pense no seguinte. Antes de investir em qualquer projeto, considere primeiro montar sua Reserva Financeira. Você até pode montar ela paralelamente enquanto poupa para a aposentadoria, mas aqueles projetos definidos pelos seus sonhos devem esperar. Assim, seu primeiro sonho a ser realizado, deve ser construir sua Reserva Financeira. O ideal é que você tenha um valor equivalente de 6 a 12 meses da sua despesa média mensal, dependendo do risco de perder sua fonte de renda.

Carteira diversificada

Uma carteira diversificada significa ter vários ativos voltados para um mesmo objetivo. Se você colocar todos os ovos na mesma cesta e a cesta cair, todos os ovos quebram e você fica sem nada. Mas se colocar os ovos em cestas separadas, caindo uma, salvam-se os demais ovos.

Em uma carteira diversificada, a perda de valor de alguns ativos é compensada pelo ganho de outras.

Também é interessante que essa diversificação seja ampla. Isso quer dizer que você deve diversificar não só os ativos, mas também os tipos de ativos. Se você está montando uma carteira para sua aposentadoria por exemplo, você pode diversificar com Tesouro Direto, Ações e Fundos Imobiliários, por exemplo. E dentro de cada tipo de ativo também diversificar, comprando, por exemplo, 3 ativos do Tesouro Direto, ações de 5 empresas diferentes e 2 Fundos Imobiliários. Além disso, é importante verificar o setor de atuação das empresas, procurando diversificar também entre setores. Por exemplo, setores de construção civil, automotivo, telefonia, bancário, varejo, aéreas etc.

Seguros para investimentos

É um tipo de investimento, geralmente negociado na bolsa de valores com a finalidade de proteger o patrimônio investido no caso de um mercado em crise. As mais utilizadas são as opções, dólar e ouro.

As opções servem para proteger o patrimônio aplicado em ações. Em linhas gerais, quando utilizado como seguro de um investimento, ao comprar uma opção, compra-se o direito de negociar uma ação com valor mais alto que o valor atual de mercado. No caso de queda do valor de uma ação, o investidor protege seu patrimônio exercendo o direito de vendar suas ações pelo valor que comprou ou maior, evitando a perda pelo impacto de uma crise na empresa ou na economia.

Em uma situação de crise econômica, muitos investidores estrangeiros retiram seus investimentos das empresas brasileiras aplicadas em bolsa ou fundos, como comentei na introdução. A retirada desses investimentos produz duas consequências: a queda no valor das ações e a alta do dólar. Assim, aplicar em dólar ou fundos de investimentos atrelados ao dólar é uma forma de proteger o patrimônio aplicado em renda variável, evitando ou minimizando perdas.

Assim como o dólar, o investimento em ouro é uma forma de proteger investimentos em renda variável. A sua função é minimizar as perdas de outros investimentos, já que nas crise econômicas há uma maior busca do metal, como uma reserva de valor. Muito utilizado também por quem não quer ficar exposto ao dólar e a economia americana, ainda que seja a mais forte do mundo. Nesse caso, o ouro tem a favor o fato de ser uma moeda de troca internacional.

Seguros para ativos não financeiros (casa e carros)

No Brasil, a maioria das pessoas tem como único patrimônio de maior o valor o seu carro. Alguns tem, além do carro, uma casa. Assim, pode-se dizer que são os bens patrimoniais mais comuns e mais conhecidos dos brasileiros. Independente se causam despesas e se perdem valor ao decorrer do tempo, na maioria dos casos é recomendável proteger esses patrimônios com seguros. Quanto maior o valor e mais novos são esses bens, maior a recomendação para assegurá-los.

Para avaliar a real necessidade de assegurar um carro ou uma casa, pense qual o choque financeiro em sua vida caso o bem seja roubado, no caso dos carros, ou sofra um incêndio, no caso da casa. Em ambos os casos, considere perda total. Você terá condições de comprar um novo carro ou uma nova casa? Se não, faça um seguro. Se sim, pergunte-se em quanto tempo? Então avalie sua resposta e o impacto que terá em sua vida e verifique se vale a pena adquirir um seguro ou não.

Seguros pessoais (vida e saúde)

Nada é mais importante que a nossa vida e a nossa saúde. São nossos maiores patrimônios, pois é com a vida e com a saúde que conquistamos todos os outros.

O seguro ou plano de saúde, por mais custoso que possa ser o pagamento de suas parcelas mensais, é um dos meios mais eficazes de garantir o acesso aos serviços de saúde no Brasil. Em termos de qualidade, o plano de saúde é melhor que o SUS, mas pior que o atendimento particular. Em termos financeiros, é o meio termo, muitas vezes o melhor custo benefício.

Caso decida em contratar o seguro ou plano de saúde, é importante garantir que eles deem acesso aos serviços hospitalares de maior complexidade e custos, não apenas para consultas ambulatoriais e exames. Estes últimos podem ser custeados pela sua reserva estratégica. Mas os serviços hospitalares, como internações em leitos de UTI, podem ultrapassar a faixa de 50 mil reais em poucos dias. Na infelicidade de você ou alguém de sua família necessitar de um desses serviços, no caso de um acidente por exemplo, é interessante que seu seguro ou plano de saúde arque com essas despesas. Do contrário, além de um grave problema de saúde, você poderá entrar em graves problemas financeiros.

Já o seguro de vida protege você e sua família de infortúnios ainda mais sérios. Primeiro, ele pode proteger você e sua família, dependendo do contrato, da invalidez, no caso de um acidente ou doença em que você não possa mais trabalhar. Segundo, ele pode proteger sua família em caso de morte, depositando o valor contratado para o beneficiário do seguro. Em ambos os casos, o seguro de vida protege a família em situações em que o ente que contrata o seguro e é acometido por um sinistro não deixa a família financeiramente desamparada.

Mentalidade Financeira - O Alicerce

Para cada pilar, você deve ter uma mentalidade financeira diferente. Por isso, o desenvolvimento da sua mentalidade deve ser ampla e contínua.

Lembre-se que este é o alicerce de toda a estrutura mental que você está criando. Quanto mais forte ela for, maior o peso que ela poderá sustentar.

Pense, por exemplo, que você identifica sue propósito e resolve empreender. Ser dono do próprio negócio parece ser tentador, mas também exige responsabilidades maiores.

Nesse caso, se você está levantando um grande pilar, que é ganhar dinheiro por meio de um empreendimento, você precisa ter uma mentalidade financeira mais forte, para suportar o peso desse pilar.

O mesmo acontece com os pilares de poupar e investir dinheiro.

Para tanto, separei a Mentalidade Financeira em três áreas que devem ser desenvolvidas durante toda a sua vida:

  • Inteligência Intelectual Financeira
  • Inteligência Emocional Financeira
  • Inteligência Espiritual Financeira

Atenção! Diferente dos pilares, não são passos que você deve dar. São áreas que você deve desenvolver. Vamos ver cada uma delas.

Caso você tenha achado estranho os itens acima, quero te lembrar quando falei que nossa vida financeira é afetada muito mais pelo nosso comportamento do que pelos simples cálculos matemáticos. Assim, nesse tópico iremos estudar os 3 fatores que influenciam nosso comportamento em relação às finanças: nosso conhecimento sobre finanças, nossas emoções e nossa filosofia de vida ou crenças. Uma Mentalidade Financeira forte deve conhecer, entender e gerenciar esses 3 fatores.

Inteligência Intelectual Financeira

Alguns autores dão um sentido mais amplo para o termo Inteligência Financeira. No meu entendimento, consiste no conhecimento das atividades de gestão das finanças pessoais. Para não causar confusão e deixar mais claro, resolvi inseri a palavra intelectual, mostrando que se trata de conhecimento financeiro. Ou seja, é saber a importância da educação financeira, bem como o que fazer e como fazer cada atividade dos 3 pilares da Estrutura GPIM.

Em outras palavras, trata-se do Conhecimento Técnico que permite tomar decisões que envolvam problemas financeiros, bem como executar a decisão que foi tomada.

Vamos dar um exemplo, para ficar mais claro. Se você aprende que investir no Tesouro Direto é melhor que deixar o dinheiro parado na poupança, você vai ter que aprender o passo a passo para aplicar naquele ativo. Vai buscar aprender como abrir uma conta na corretora, como transferir o dinheiro e como comprar aquele ativo. Também vai querer saber qual papel do Tesouro é melhor para o seu caso. Selic, Pré ou Pós fixado? Cupons semestrais? Também vai querer entender um pouco mais do mercado relacionado ao Tesouro para saber quando deverá resgatar o investimento com lucro. Bem como, aprender a fazer o resgate até que o dinheiro esteja em sua conta. Ou seja, tudo isso é conhecimento técnico e faz parte da sua Inteligência Intelectual Financeira. É o seu QI Financeiro!

As melhores formas de obter Inteligência Intelectual Financeira é ler livros sobre o assunto e fazer cursos na área. Acompanhar especialistas também é uma forma interessante, mas é preciso garantir que sejam realmente especialistas no assunto, para não seguir orientações erradas e que podem prejudicar sua vida financeira.

Esse Conhecimento Técnico não é necessariamente algo complicado e qualquer pessoa pode ter um conhecimento básico para gerenciar seu dinheiro. Mas para quem tem dificuldades de aprendizagem nessa área ou simplesmente não gosta do assunto, talvez seja necessária a ajuda de parentes de confiança ou até mesmo a contratação de um profissional da área, como um planejador financeiro. Em situações mais complexas como planejamento sucessório e tributário, os serviços desse profissional podem fazer toda a diferença.

Em qualquer caso, o autoconhecimento é essencial para obter o melhor conhecimento técnico financeiro possível. Por meio do autoconhecimento é possível identificar habilidades, gostos e as maiores dificuldades que você tem na área. Assim, poderá, dentro da sua realidade financeira, direcionar suas necessidades de estudo e resolver seus maiores problemas financeiros.

A simples leitura desta obra já é uma forma de você aumentar sua Inteligência Financeira.

Inteligência Emocional Financeira

Apesar do conhecimento técnico ser importante, a Educação Financeira é uma ciência humana e comportamental. Por isso, cada vez mais os especialistas têm estudado os aspectos da psicologia financeira, que é de extrema importância para o sucesso do gerenciamento financeiro de qualquer pessoa.

Inteligência Emocional Financeira é a aplicação dos conceitos de Inteligência Emocional ao comportamento financeiro das pessoas. Também consiste na identificação e mudança de hábitos financeiros ruins para hábitos bons.

Dentro da Estrutura GPIM, uso os conceitos de inteligência emocional de Daniel Goleman, com relação ao gerenciamento das emoções. Você verá que a mudança de hábitos se encontra dentro do conceito ADAPTABILIDADE, logo abaixo. Para auxiliar na mudança de hábitos, também aplico diversos conceitos relacionados, como os conceitos de Imunidade à Mudança de Robert Kegan, conhecimentos de Neurociência da Dra Carla Tieppo, os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen R. CoveyO Poder dos Hábitos, de Charles Duhigg, dentre outros.

Seguindo a estrutura de Daniel Goleman, a Inteligência Emocional Financeira é dividida em 4 grandes divisões e suas respectivas subdivisões, conforme a seguir:

Autoconsciência (Autoconhecimento)

A autoconsciência ou autoconhecimento é o primeiro passo para desenvolver a inteligência emocional, inclusive nas finanças.

Trata-se de trazer à consciência suas emoções e o impacto que essas emoções têm sobre você e seus relacionamentos, inclusive na sua gestão financeira. Algumas emoções impactam positivamente, outras não.

Estando consciente das suas emoções, você consegue perceber o que está sentindo e como isso importa. Percebe, ainda, quais são os pontos fortes e como você pode desenvolver mais pontos fortes.

Além disso, conhecer suas emoções permite descobrir suas crenças limitantes, que serão importantes no processo de mudança de hábitos.

Para entender o que isso quer dizer na prática, faça uma reflexão sobre as seguintes perguntas:

  • Como me sinto quando compro uma coisa que eu gosto?
  • Como me sinto quando não tenho dinheiro suficiente para pagar minhas despesas?
  • Como me sinto quando consigo investir? E quando não consigo?
  • Que importância tem o dinheiro em minha vida ou de minha família?

Entender sentimentos como estes é o primeiro passo para desenvolver sua Inteligência Emocional Financeira.

Autogestão

Após as descobertas promovidas pela sua autoconsciência, você precisa começar a gerenciar suas próprias emoções. Assim você terá condições de melhorar seu relacionamento com o dinheiro, monitorando e controlando as emoções que provocam decisões financeiras ruins, bem como alterando hábitos destrutivos. Também terá condições de enxergar oportunidades em situações de crise e desenvolverá forças emocionais para tornar os sonhos em realidade.

Autorregulação (Controle Emocional)

Após o processo de autoconsciência, podemos monitorar as emoções indesejadas e exercer controle sobre elas, impedindo que reações desproporcionais promovam algo destrutivo a nós mesmos, ou com outra pessoa, ou com o nosso dinheiro.

A autorregulação também nos permite desenvolver a resiliência financeira, ou seja, a capacidade de voltar ao estado emocional normal após algum acontecimento indesejado, como a perda no valor de investimentos a curto prazo.

Adaptabilidade

Trata-se da habilidade de se adaptar a novas situações e contextos e dar novas soluções e inovações. Dentro da estrutura GPIM de Educação Financeira é uma ferramenta emocional que ajuda a desenvolver o empreendedorismo, interessante para ser utilizado no 1º Pilar – Ganhar Dinheiro.

Também é com essa habilidade emocional que se promove a agilidade nas decisões financeiras, ou seja, capacidade de analisar e reconhecer situações indesejadas e decidir de forma consciente e produtiva. Também poderá gerenciar melhor seus pensamentos e sentimentos para não ficar travado diante de situações críticas. É essencial para tomada de decisões financeiras em tempos de crise.

Além disso, é dentro da capacidade de adaptação em que é feita a mudança de hábitos financeiros. Após identificar crenças limitantes, utiliza-se a adaptabilidade para transformar hábitos ruins em bons hábitos, eliminando os gastos excessivos, a procrastinação do gerenciamento financeiro, a falta de foco para priorizar gastos e investimentos, dentre outros. Por ser uma ciência complexa, utiliza-se os conhecimentos da psicologia e neurociência como ferramentas para promover a mudança de hábitos de maneira eficaz.

Resumindo, a habilidade emocional da Adaptabilidade promove o empreendedorismo, a rápida tomada de decisões financeiras e a mudança de hábitos.

Visão Positiva

Nas finanças pessoais é normal ver as pessoas reclamando da quantidade dos boletos, que não têm dinheiro suficiente, que o salário não durou nem um dia na conta, do aumento do valor dos alimentos, escola, aluguel, luz. Tudo isso é uma verdade trágica.

Porém a inteligência emocional nos ensina a ter uma visão positiva de tudo que nos cerca, inclusive sobre nossas finanças pessoais.

Quem tem uma visão positiva vê o melhor em si, nas pessoas, nas situações, nos eventos. Se recupera fácil dos imprevistos. Vê a oportunidade e o lado bom das coisas. Espera o melhor das pessoas e que tudo será melhor no futuro. Também possui uma mentalidade de crescimento, conforme nos ensina Carol Dweck em “Mindset: A nova psicologia do sucesso”.

Assim, ter uma visão positiva é uma habilidade emocional que vai te ajudar a ter mais esperança e um futuro melhor por meio do gerenciamento financeiro pessoal.

Orientação para Conquista

Além da Visão Positiva, ter uma Orientação para Conquista é essencial no gerenciamento das emoções. Consiste em ter objetivos e trabalhar neles sistematicamente até alcançar. Pensar como será bom quando alcançar o objetivo produz dopamina e serotonina e por isso é muito bom e muito motivador.

Assim, a orientação para conquista vai te ajudar a transformar seus sonhos em projetos, sendo esses objetivos essenciais no gerenciamento financeiro pessoal, bem como em trabalhar constantemente para alcançar esses objetivos, auxiliando diretamente no 2º pilar – Poupar Dinheiro.

Consciência Social

O relacionamento com outras pessoas pode trazer aspectos positivos e negativos ao planejamento financeiro pessoal. Por isso, conhecer a nossa sintonia social, ou seja, a forma como nos comportamos quando nos relacionamos com as pessoas é uma ferramenta emocional importante no gerenciamento do nosso dinheiro.

Empatia

Existem 3 tipos de Empatia. A empatia cognitiva que busca entender os modelos mentais que o outro usa, ou seja, como o outro pensa, me ajudando a me comunicar com o outro de maneira eficiente.  A empatia emocional que busca entender o que o outro sente, criando proximidade entre as pessoas. E a preocupação empática que busca se importar verdadeiramente com o outro, de forma independente e altruísta.

As duas primeiras empatias são muito utilizadas pelo marketing no intuito de promover influência e persuasão na tentativa de aumentar as vendas. Conhecer essas técnicas pode te ajudar a economizar um bom dinheiro, evitando gastar com coisas que você realmente não precisa.

Já a preocupação empática é um forte construtor de relacionamentos. No âmbito da Educação Financeira ela deve ser utilizada na reunião de definição de sonhos familiar. Quanto mais desenvolvida essa empatia entre os membros da família, melhores serão as decisões sobre os sonhos que deverão ser transformados em projetos de poupança familiar.

Consciência Organizacional

Trata-se de entender como as coisas funcionam em um determinado lugar, quem toma as decisões, quais são as normas, quais são os valores. As pessoas com consciência organizacional respondem com facilidade essas questões e isso os ajudam a ter mais sucesso.

Na Educação Financeira, a habilidade emocional de consciência organizacional pode influenciar na capacidade técnica de investimento. Isso porque não basta saber realizar as aplicações financeiras, mas também o momento certo em aplicar e como isso afetará o planejamento financeiro pessoal. Também pode ser utilizado em uma decisão de compra, e em como aquela despesa irá afetar a organização financeira que já estava programada.

É, portanto, uma visão de sistemas, em que para cada ação será visualizada uma reação, implicando em melhores decisões financeiras.

Gestão de Relacionamentos

Depois de entender e desenvolver sua consciência social, é hora de aprender a gerenciar suas emoções em seus relacionamentos em benefício da sua gestão financeira.

Influência

A influência é a capacidade de persuadir a tomada de decisão de outra pessoa. Se você é um líder, quanto maior o seu poder de influência, maior será a chance de o liderado tomar a decisão de seguir você. Se você é um liderado, sua capacidade de influência poderá interferir na tomada de decisão do líder.

Na Educação Financeira, essa habilidade da inteligência emocional coopera na negociação de gastos e investimentos em uma reunião familiar, bem como na determinação dos sonhos que se tornarão em projetos para poupança e investimentos. Seja como líder ou não, o poder da influência conduzirá o destino do planejamento financeiro.

Mas não é só dentro da família. Essa habilidade também pode e deve ser utilizada no trabalho, seja você um empregado ou um empreendedor. Como empregado, você pode utilizar a influência para negociar melhores salários, melhores benefícios e promoções. Como empreendedor, você pode influenciar seus colaboradores na melhoria do desempenho que refletirá em mais lucros, bem como negociar com fornecedores preços melhores, reduzindo custos. Isso reflete nas finanças da empresa e consequentemente nas suas finanças pessoais.

Coach e Mentoria

A habilidade de Coach e Mentoria é a capacidade de treinar e ensinar outras pessoas a desenvolverem novas habilidades.

Na Educação Financeira, essa capacidade deve ser utilizada para treinar outros membros da família, amigos, alunos, jovens e crianças para saberem gerenciar suas finanças pessoais.

Gestão de Conflitos

A priorização dos gastos na família normalmente gera conflitos entre seus membros, pois cada um tem sua necessidade ou desejo de consumo, e como os recursos são escassos, o membro de maior autoridade pode não concordar com uma determinada solicitação.

Nessa situação, a habilidade de gestão de conflitos irá buscar uma solução do tipo ganha-ganha, para que ambas as partes sejam beneficiadas, ainda que lancem mão de concessões. Tudo para o bem maior de finanças equilibradas e conquista de sonhos.

Liderança Inspirativa

Reduzir e priorizar gastos é difícil. Por isso é necessário que o líder da família saiba inspirar todos os membros a priorizar os investimentos com os sonhos ao invés de gastos de consumo imediato.

Essa liderança também é necessária no trabalho, de maneira a inspirar sua equipe a ter melhores resultados, aumentando os ganhos financeiros.

Trabalho em Equipe

Seja na família, no trabalho, ou no negócio próprio, o trabalho em equipe é essencial, pois ninguém constrói nada sozinho.

Na família, todos os membros devem trabalhar em equipe, reduzindo gastos desnecessários, aumentando a renda, tendo como meta a conquista do sonho que foi priorizado.

No trabalho e no negócio próprio, o trabalho em equipe traz melhor desempenho, melhores resultados e maiores ganhos financeiros para todos.

Inteligência Espiritual Financeira

Somos seres físicos, emocionais e espirituais. Por isso, considerando que a Educação Financeira é uma ciência comportamental, não seria prudente empreender uma transformação financeira sem estudar e aplicar conhecimentos em todos os campos que influenciam esse comportamento.

Como seres físicos, temos necessidades materiais que influenciam nossos hábitos de consumo e determinam boa parte dos nossos sonhos.

Como seres emocionais, estudamos como o relacionamento de uma pessoa consigo mesma e com a sociedade influenciam no seu planejamento financeiro.

E como seres espirituais, verificamos como o relacionamento de uma pessoa com Deus, ou com sua filosofia de vida determina a forma como essa pessoa lida com suas finanças, desde a forma de ganhar, gastar e até investir dinheiro.

Assim, a Inteligência Espiritual Financeira busca entender a influência da espiritualidade de uma pessoa no seu relacionamento com o dinheiro, para alterar atitudes destrutivas e reforçar atitudes positivas sobre as finanças pessoais. Permite, portanto, identificar crenças limitantes que não são frutos da psicologia emocional, mas provenientes da espiritualidade da pessoa.

Essas crenças limitantes podem ser implantadas tanto pela religião, quanto pela filosofia de vida. Assim, independente se uma pessoa é religiosa ou não, as crenças limitantes espirituais estão presentes.

Por outro lado, a religião ou filosofia pode fornecer as crenças fortalecedoras, que ajudam as pessoas a terem atitudes financeiras positivas.

Assim, cabe à Inteligência Espiritual Financeira identificar as seguintes características pessoais que influenciam suas finanças: valores, crenças, propósitos, visão de futuro e de transcendência, fé, virtude, autoconhecimento, dentre outros.

Além disso, posso dizer que é a Inteligência Espiritual Financeira que liga todos os pilares da Estrutura GPIM ao seu alicerce, fornecendo uma estrutura forte para o gerenciamento das finanças pessoais, pois sua espiritualidade:

  • Influencia na formação do seu propósito de vida, importante para ganhar dinheiro de forma saudável;
  • Promove os seus sonhos, objetivos a serem alcançados na caminhada financeira;
  • Influencia no seu perfil de risco, atuando diretamente na forma como você irá planejar seus investimentos;
  • Fortalece o seu equilíbrio emocional, seu relacionamento consigo mesma, com as pessoas que te cercam e com suas finanças.

Resumo da Estrutura GPIM

Tenho certeza de que te apresentei muitos conceitos novos nesse artigo. Por isso quero fazer um pequeno resumo, para facilitar a fixação da estrutura na sua mente.

A Estrutura GPIM de Educação Financeira que proponho para você é composta de 3 Pilares e 1 Alicerce:

  • Ganhar Dinheiro (1º Pilar)
  • Poupar Dinheiro (2º Pilar)
  • Investir Dinheiro (3º Pilar)
  • Mentalidade Financeira (Alicerce)

Para Ganhar Dinheiro, você deve seguir 3 passos:

  1. Definir e monetizar seu propósito de vida
  2. Adquirir conhecimento
  3. Executar o trabalho

Para Poupar Dinheiro, você deve seguir 3 passos:

  1. Preparar para a Aposentadoria
  2. Definir Sonhos
  3. Elaborar o Orçamento

Para Investir Dinheiro, você deve seguir 3 passos:

  1. Escolher a Estratégia de Investimento
  2. Montar as Carteiras de Investimento
  3. Proteger seu Patrimônio

Para ter uma Mentalidade Financeira como um alicerce forte, você deve desenvolver 3 áreas:

  • Inteligência Financeira
  • Inteligência Emocional Financeira
  • Inteligência Espiritual Financeira

Para essa estrutura funcionar, você deve levantar cada pilar na ordem: 1º, 2º e 3º pilar. Assim, não queira aprender a investir dinheiro, se você ainda não aprendeu a ganhar dinheiro. Dê um passo de cada vez.

Já a Mentalidade Financeira, por ser seu alicerce, deve te acompanhar continuamente, ou seja, prossiga desenvolvendo suas inteligências financeiras para que os pilares se mantenham de pé.

Cláudio Silva

Sou Especialista em Educação Financeira e tenho como missão pessoal ajudar o Brasil sair da pobreza, ensinando as novas gerações construir riqueza.

Cláudio Silva

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